O SÁBIO E O TOLO
Escrito por meu amigo Eliezer Andrade, de Foz do Iguaçu.
“O sábio teme e desvia-se do mal, mas o tolo encoleriza-se e dá-se por seguro” (Provérbios 14.16).
A expressão “teme e desvia-se do mal” sugere temor a Deus e se refere a uma pessoa que anda em sinceridade e teme ao SENHOR. Entretanto, os irritadiços como os que tencionam o mal, são tolos. Os sábios não se misturam com os tolos para que não tenham parte em suas loucuras; são prudentes, criteriosos e são coroados pelo seu conhecimento que se revela com uma característica que admira até os próprios tolos. Os sábios falam porque têm alguma coisa a dizer; enquanto os tolos falam porque têm que dizer alguma coisa. Os tolos têm facilidade de acreditar em qualquer coisa, e ainda se espantam da mesma coisa que os sábios admiram.
A palavra tolo em hebraico, é “ivvelet” e significa “ausência de sabedoria”. É um termo que aparece várias vezes no livro de Provérbios e indica que a insensatez dos tolos é frequentemente posta em contraste com a sabedoria dos prudentes (Provérbios 13.16). Enquanto a prudência é a característica dos sábios, a insensatez caracteriza a fala dos tolos e as reações da pessoa impulsiva (Provérbios 14.17). A insensatez afeta a forma como a pessoa vive a vida, fazendo com que seu coração se rebele contra Deus e se associe à iniquidade e ao pecado (Provérbios 19.3; 5.22,23).
O sábio trabalha para se manter sem “pavio curto”, mas o tolo perde a calma por qualquer coisa, confirmando sua estultícia (Provérbios 14.29). Mesmo assim, é possível afirmar que a sabedoria não é totalmente desconhecida pelos tolos, porque de vez em quando, ela se deixa perceber de relance por eles. No entanto, a sabedoria é uma constante naquele que possui um coração compreensivo (Provérbios 15.5). É bom lembrar que não é só o conhecimento secular que torna o homem mais sábio, mas é necessário o temor do Senhor acompanhado de honra e de humildade (Provérbios 15.33). Ninguém se engane: nem sempre a formação universitária produz sabedoria. Nosso Brasil está repleto de universitários tolos porque não têm conhecimento e nem temor de Deus e são jogados de um para outro lado como umas “Marias vão com as outras”. Alguém já disse que “quando se é feliz com a ignorância, é loucura tornar-se sábio”. Mas, isto não encontra eco com a verdade porque o sábio conhece a sua própria ignorância e é capaz de idealizar o real e realizar o ideal.
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