quinta-feira, 30 de abril de 2015

De Frequentadores a Membros

De Frequentadores a Membros

Thabiti Anyabwilehttp://www.ministeriofiel.com.br/artigos/detalhes/800/De_Frequentadores_a_Membros27 de Abril de 2015 - Igreja e Ministério

Um desafio prático que nós enfrentamos enquanto pastores é como encorajar um frequentador de igreja a tornar-se um membro de igreja ativo. Como devemos ajudar indivíduos a entenderem a necessidade e a alegria de pertencer a uma assembleia local de crentes?

Seis sugestões para estimular frequentadores a tornarem-se membros

Aqui estão seis sugestões. As quatro primeiras visam criar um ambiente no qual a membresia seja valorizada e compreendida. As duas últimas envolvem cuidar de indivíduos específicos que precisem fazer a transição de meros frequentadores para membros ativos.

1. Conheça os membros atuais.

Antes de podermos efetivamente conduzir pessoas de frequentadores a membros de igreja, precisamos conhecer nossos atuais membros. De outro modo, a ideia de “membresia” permanecerá amorfa até mesmo para o pastor que a promove.

Imagine convidar um visitante para jantar com você e sua família na noite de sábado. O visitante chega, esperando encontrar sua esposa e seus filhos, mas então você o conduz pela casa perguntando a todos os presentes seus nomes e se são visitantes também ou se moram ali. A tal “introdução” à sua família desmente por completo a reivindicação de ser uma família.

Do mesmo modo, quando falamos sobre pertencer a uma igreja local, precisamos ter em mente pertencer a uma família de pessoas em particular – pessoas reais, que se conhecem e se amam. Nós estamos convidando um frequentador a tornar-se parte dessa família viva e vivaz. O nosso convite tem rostos e nomes. Se nós conhecemos esses rostos, nomes e vidas, então estaremos mais aptos a introduzir o frequentador à família.

2. Expresse genuíno apreço pelos atuais membros.

Sinceramente, eu desperdicei essa oportunidade ao tornar-me pastor principal na First Baptist Church of Grand Cayman.[1] Cheguei cheio de zelo e pronto para pôr a mão na massa. Eu pretendia amar e servir as pessoas, mas falhei em reconhecer suficientemente que as pessoas da igreja estavam lá muito antes de eu chegar. Elas já estavam servindo ao Senhor de incontáveis maneiras. E não precisavam simplesmente do tipo de amor que eu desejava lhes dar. Elas precisavam de um tipo de amor que diminuísse o ritmo para ver o serviço deles, o tipo de amor que expressa genuína gratidão pela graça de Deus que já estava em operação neles.

Em vez disso, a congregação muitas vezes me ouviu fazer sugestões de melhoras e ideias de novos projetos. Isso demonstrava insatisfação e falta de apreço. Machuquei algumas pessoas e afastei outras. Algumas me concederam muita graça, presumindo que eu tinha boas intenções. E eu tinha. Mas a melhor maneira de expressar esses bons intentos teria sido demonstrando gratidão e apreço por tudo de positivo que eu visse.

Eu gostaria de ter dedicado os primeiros dois ou quatro anos de meu ministério para, de um modo específico, genuíno e insistente, encorajar, agradecer e demonstrar apreço pelas muitas pessoas maravilhosas e pelos muitos atos de serviço na igreja. Nós temos professores de escola dominical que têm servido por vinte anos consecutivos, indivíduos que silenciosamente têm cuidado de mães solteiras pobres, líderes que têm resistido a fortes tempestades durante anos de liderança, sobreviventes de câncer que enfrentaram a enfermidade com fé genuína, esposas e maridos que têm permanecido fieis a cônjuges descrentes e, às vezes, perversos, membros que têm ofertado alegre e sacrificialmente e tantos outros que têm buscado viver à semelhança de Cristo.

Se eu houvesse tido o cuidado de conhecer a congregação e de observar a sua fé em ação, teria acumulado anos de ilustrações para sermão, oportunidades para escrever notas de encorajamento e oportunidades para louvar a obra de Deus. E se eu houvesse usado essas ilustrações, escrito essas notas e expressado louvor pessoal e publicamente, teria estabelecido um clima de encorajamento, graça e gratidão. Isso teria não apenas edificado os membros existentes, mas também tornado a membresia atrativa ao frequentador. As pessoas desejam pertencer a grupos que as encorajam e estimulam. Igrejas e pastores deveriam ser melhores em fazer isso.

3. Apresente uma visão bíblica da vida cristã saudável.

Uma coisa que podemos presumir acerca do cristão que frequenta regularmente uma igreja, mas não se torna membro, é que a sua visão da vida cristã é de algum modo defeituosa.

Podemos presumir isso? Sim, porque as Escrituras dizem que a igreja local é o plano de Deus para o nosso discipulado e para a nossa maturidade espiritual (Efésios 4.11-16; cf. Mateus 28.18-20). Como seres sociais, nós precisamos de comunidade. Deus nos provê isso na igreja local, onde nos alegramos com os que se alegram, choramos com os que choram e demonstramos semelhante cuidado uns para com os outros (1 Coríntios 12.12-27).

Por razões que exigirão a investigação do pastor, o frequentador de igreja não abraçou completamente uma visão da vida cristã centrada na igreja. A nossa tarefa enquanto pastores é pregar e ensinar de uma maneira que apresente a visão bíblica da igreja local, tornando a igreja local bela e desejável ao povo de Deus.

Nós precisamos ajudar o frequentador – assim como os membros existentes – a entender o que significa estar “dentro” da igreja e por que estar “fora” não é saudável. Se não fizermos isso, os deixaremos com suas ideias incompletas acerca da igreja. Ou, o que é pior, podemos deixá-los pensando que o único “benefício” da membresia sejam a disciplina e o desprazer.

Nós podemos responder a essa necessidade pregando uma série temática sobre a igreja ou a comunhão espiritual. Ou podemos fazer uma caminhada mais longa por cartas como Efésios ou 1 Timóteo, nas quais a Bíblia apresenta imagens penetrantes da vida da igreja. Ou, enquanto expomos outros livros da Bíblia, podemos fazer aplicações relacionadas à membresia sempre que for legítimo, de modo que os membros e frequentadores vejam como a filiação e a comunidade perpassam toda a Bíblia. Em tudo isso, nosso desejo é apresentar uma visão elevada e atrativa da igreja local em toda a sua glória e confusão.

4. Fortaleça as fronteiras da igreja.

Uma das consequências de ensinar às pessoas os “dentros” e “foras” da membresia deve ser o fortalecimento das fronteiras entre a igreja e o mundo, ao restringir certas atividades aos membros.

Por toda a Escritura, a comunidade da aliança de Deus é separada do mundo. E ele dá à comunidade certas atividades, como a circuncisão ou a Páscoa, as quais, com seus outros propósitos, a distingue do mundo. As fronteiras entre Israel e o mundo deveriam ser claramente demarcadas e pertencer à comunidade da aliança assumia uma forma e um significado definidos. Era algo terrível ser “separados da comunidade de Israel e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo” (Efésios 2.12).

Mesmo organizações seculares e empresas têm regras sobre quem está “dentro” e quem está “fora”. No Natal, um dos meus presbíteros participou de uma confraternização natalina de escritório num restaurante local. Ele observou uma mesa onde alguns clientes bebiam. De tempo em tempo, um dos clientes passava uma caneca de cerveja pela janela do restaurante para outro homem do lado de fora. Depois ele descobriu que o homem do lado de fora estava proibido de entrar no restaurante por causa de comportamento inadequado no passado. Meu amigo presbítero riu alto, reconhecendo que até mesmo pessoas mundanas têm parâmetros de pertencimento e reservam certos benefícios aos que são de dentro.

Do mesmo modo, para que os frequentadores percebam a importância da membresia e para que os de fora da fé também vejam que estão “separados de Cristo”, as fronteiras entre a igreja e o mundo precisam ser reforçadas. Para esse fim, pastores e congregações devem identificar quais atividade e oportunidades são restritas a membros. Podem não membros ensinar na escola dominical? Podem participar do coral? Podem participar de pequenos grupos ou viajar com equipes missionárias? Você convidará cristãos professos que não sejam membros de nenhuma igreja local para participarem da Ceia do Senhor?

Decidir quais privilégios e responsabilidades pertencem apenas aos membros da igreja ajuda a demonstrar por que estar “dentro” importa e o que as pessoas perdem ao permanecerem de “fora” da membresia da igreja.

5. Faça o trabalho pessoal de responder objeções e encorajar as pessoas a tornarem-se membros.

Depois de trabalharmos por alguns anos a fim de criar um ambiente no qual a membresia seja valorizada e significativa, podemos realizar um trabalho pessoal muito mais efetivo com nossos frequentadores. De fato, esperamos que, havendo crescido em seu apreço pela igreja local, a própria congregação fará a maior parte do trabalho pessoal.

Esse trabalho pessoal envolve pelo menos duas coisas:

1. Desenvolver um modo de identificar e conhecer os frequentadores.

2. Responder as objeções do frequentador que o impedem de tornar-se membro.

Quando eu trabalhava com ativismo político,[2] nós utilizávamos uma ferramenta simples chamada de “diagrama de posições”. Um diagrama de posições era uma planilha que listava os principais atores políticos em uma coluna à esquerda e, no topo, a posição atual deles quanto a uma questão política em particular. Na forma mais simples, nós nomeávamos as posições deles de “forte oposição” a “neutro” a “forte apoio”. Enquanto lidávamos com esses atores políticos, observávamos como eles se movimentavam ao longo do espectro.

Quer os pastores criem um “diagrama de posições” num papel ou em suas mentes, eles precisam de um modo de identificar se os frequentadores têm “forte oposição” à membresia, “nunca pensaram no assunto” ou “planejam tornar-se membros na próxima semana”. Espera-se que a pregação e a comunidade farão o trabalho pessoal em muitos casos, especialmente entre os frequentadores que já estão motivados a tornarem-se membros. Mas, entre os frequentadores com dúvidas e hesitações, mais cuidado é necessário.

É aqui que o mandamento de “ser hospitaleiro” (Romanos 12.13; 1 Pedro 4.9) é de grande proveito em ajudar as pessoas a se comprometerem com a igreja. Lares abertos tendem a produzir corações abertos – ou, pelo menos, bocas abertas! Podemos passar de rápidas conversas depois dos cultos para discussões mais intencionais durante refeições. Se formos pacientes e cuidadosos nessas conversas, podemos pastorear o frequentador em meio a dores, desapontamentos, questões e temores que o afastam de um pertencimento com compromisso. O objetivo não é “ganhar” um debate sobre membresia, mas amar a pessoa de forma prática, em palavras e obras, até que o Senhor conceda luz e amor.

6. Encoraje o frequentador a estabelecer-se em outra igreja local, se não na sua própria.

Por fim, devemos nos lembrar de que o Senhor tem outros pastores e congregações fiéis. Devemos nos alegrar nesse fato. Não estamos em competição com essas igrejas, mas somos parceiros delas no evangelho.

Algumas vezes podemos encontrar um frequentador cujas objeções a tornar-se membro de nossa igreja se mostrem intransponíveis. Talvez ele discorde de nós acerca de alguma doutrina ou prática importante. Ou talvez more mais perto de outra congregação fiel e possa estar mais ativamente envolvido lá. Nesses casos, ajudar tais pessoas a passarem de frequentadoras a membros pode envolver ajudá-las a se juntarem a uma outra igreja que não a sua.

Isso pode ser delicado para algumas pessoas – especialmente aquelas que desenvolveram um vínculo com a igreja, mas que nunca se tornaram membros. Tais situações exigem paciência e empatia do pastor. Mas nós fazemos isso pelo bem do frequentador, desejando aquilo que sabemos ser a vontade de Deus para ele ou ela – a membresia ativa –, o que é infinitamente melhor. Estamos tentando promover o evangelho, não nossa própria igreja. Estamos tentando fazer os crentes crescerem, não o nosso rol de membros. Algumas vezes, isso significa ajudar indivíduos a tornarem-se membros em outro lugar, ao mesmo tempo que continuamos a pastorear o rebanho que o Senhor pôs sob nosso cuidado (1 Pedro 5.1-4).

Conclusão

É tentador para os pastores ficarem incomodados com aqueles crentes que frequentam a igreja, mas nunca se tornam membros. Podemos ficar frustrados quando coisas que nos parecem fundamentais são negligenciadas por outros. Precisamos guardar nossos corações da impaciência e da justiça própria. Enquanto dedicamos todo o nosso tempo aos nossos membros, porque somos responsáveis por eles de um modo mais específico, os frequentadores de nossa igreja também precisam de nosso ministério. Conduzir as pessoas de frequentadores a membros é uma oportunidade para amar. Num sentido real, isso é o ministério.

Notas:

[1] N.T.: Primeira Igreja Batista de Grand Cayman, em George Town, capital das Ilhas Cayman.

[2] N.T.: No original, policy advocacy (literalmente, “advocacia de políticas”), uma expressão que designa a atividade de gerenciar estrategicamente informações e conhecimentos para mudar e/ou influenciar políticas públicas. Trata-se de uma espécie de lobby(considerada lícita) em favor de certas causas sociais ou ambientais.

Tradução: Vinícius Silva Pimentel
Revisão: Vinícius Musselman Pimentel

DOUTRINA DO ARREPENDIMENTO por Max Nunley

A DOUTRINA DO ARREPENDIMENTO

 

por Max Nunley

 

 

 

"...Porque eu não vim a chamar os justos, mas os pecadores, ao arrependimento." (Mat. 9:13)

 

I. O SIGNIFICADO DO ARREPENDIMENTO

A.    A origem da palavra do Grego.

O verbo que dá origem a palavra, em grego, é METANOEO, e é definido assim:

1.    " !Se arrepender? , incluindo as idéias de reflexão, contemplação, e mudança de mente, pensamento, por exemplo, do julgamento e do sentimento, sobre aspectos morais, com referência particular ao caráter e conduta do próprio penitente." 1

2.    "O verbo !METANOEO? não deve restringir-se apenas à mera tristeza pelo pecado ! o arrependimento no sentido de contrição; mas implica uma mudança de pontos de vista, de pensamento e de propósito, e uma conseqüente mudança da predisposição - arrependimento no sentido de conversão." 2

3.    " !mudar de idéia? por exemplo, !arrepender-se?..., de ter ofendido alguém..." 3

4.    "O arrependimento causa uma mudança na mente ... O arrependimento causa uma mudança nas afeições ... O arrependimento opera uma mudança na vida." 4

A.    EXPLANAÇÕES COMPLEMENTARES

1.    A Tristeza não é arrependimento. Muitos líderes religiosos dizem ao seus seguidores que tristeza é arrependimento, mas não é!Paulo diz que "a tristeza segundo Deus opera arrependimento" (2 Cor. 7:10), por exemplo, a tristeza, segundo Deus, "opera" ou "produz" arrependimento, mas não é arrependimento!

2.    O terror judicial na consciência não é arrependimento. Muitos indivíduos, os quais foram apavorados pela exposição verdadeira de um julgamento pessoal e eterno, têm, mesmo assim, continuado no pecado e na rebeldia, tanto pela continuidade na sua auto justiça quanto pela rebeldia aberta.Especialmente, esta é a verdade no caso dos pecadores no seu leito de morte. Eles viveram suas vidas na rebelião contra o Deus do Céu, mas o pensamento do: " temor de algo aterrorizante após a morte, aquele temor do julgamento eterno que deverá passar sobre todos ... O prospecto de responder pelas ações" 5 os causa muito terror de consciência, mas isto é muito distante do arrependimento.

3.    Deixar de lado alguns pecados grosseiros não é arrependimento. Os Fariseus dos dias de Jesus não viveram abertamente contra a lei moral, mas seus corações foram corruptos.Note o julgamento de Jesus contra eles: "Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Pois que sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda a imundícia." 6

4.    A penitência não é arrependimento. A definição desta palavra dará condições a determinar que penitência não é arrependimento. "O sofrimento, a labuta ou a dor que alguém voluntariamente se sujeita, ou ao qual é imposta pela autoridade como punição de suas faltas, ou como uma expressão de penitência; tais como: o jejum, flagelação, acorrentamento, etc. "A !penitência? é um dos sete sacramentos da Igreja Romana." 7

II O ARREPENDIMENTO É, PRIMEIRAMENTE, PARA COM DEUS.

O grande Apóstolo aos Gentios pregou "?conversão a Deus?, e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo." 8

A.    Deve ser reconhecido o direito de Deus sobre a pessoa.Deus criou o homem, e como seu Criador, Ele tem o direito de exigir que Suas criaturas vivam para Sua glória em verdadeira justiça.
O verbo METANOEO é "meta", após, implicando mudança, "noeo", perceber. Em outras palavras, se vem a "enxergar" que seu processo mental, proposta e modo de viver, estão errados em relação a Deus, e o pecador "arrepende-se" ou "muda sua mente."

B.    O amor do pecado "morre" no coração de algum.O pecado é descrito por Deus em Suas Inspiradas Escrituras como "a iniquidade" ou transgressão9 A palavra Grega é ANOMIA, e é traduzida em outros lugares como "iniquidade"10e "injustiça" 11
Não só rege a lei da nossa conduta exterior, assim como também dos nossos "corações." Jesus disse que foram as coisas geradas no coração que contaminam o homem,12 e Paulo disse que a Lei alcançou seu coração e ressaltou sua desobediência.13
No arrependimento, a consciência é primeiramente "mudada", por exemplo: o pecado do qual alguém antes "usufruiu" e "se deliciava" torna-se uma abominação, e então sua conduta exterior evidencia esta "mudança".

C.    O pecado é renunciado.Quando o arrependimento é exercitado, ele não é para ser arrependido. Ele, então, é um estado em que um está, e age de uma maneira propícia.
Ninguém "ficou em cima" de José, para que ficasse longe do adultério com a amante Egípcia. Quando a senhora Potifar propôs José ao sexo ilícito, ele disse: "Como faria eu tamanha maldade, e pecaria contra Deus?"14 Ele renunciou ao pecado!
Ninguém "perseguiu" Moisés, para que ficasse longe dos pecados da corte de Faraó, no voluptuoso Egito.15 Moisés renunciou ao pecado!
Ao invés de viver para satisfazer as paixões devassadas da alma, no arrependimento, o indivíduo teve "uma mudança de mente" e agora vive para Deus.

D.    Ilustrações da Palavra de DeusDavi, o Ilustre Rei de Israel, cometeu adultério com Bate-Seba, a linda mulher de Urias, o heteu,16 do exército de Israel.
Não apenas cometeu Davi o adultério, assim como enviou Urias a morrer na guerra.17
Em Salmos 51, Davi confessa, e se arrepende de seus grandes e graves pecados. Ele diz: "Contra Ti, contra Ti somente pequei, e fiz o que é mal a Tua vista, para que sejas justificado quando falares, e puro quando julgares."18
J. A. Alexander faz um comentário deste versículo: "Ele não substitui, portanto, direta ou indiretamente, Deus pelo homem, este como sendo a vítima, o qual é o único sentido que pode ser deduzido através da frase !contra ti?. Esta idéia, entretanto, está sem dúvida implícita, assim como também perfeitamente consistente com o uso das Escrituras, no descrever do pecado contra Deus. E mesmo o homicídio, o pior crime que possa vir a ser cometido contra o homem, é condenado e punido, como uma violação contra a imagem de Deus (Gen. 9:6)" 19
Pedro, o Apóstolo, quem esteve entre os três mais íntimos dos apóstolos, praguejou e jurou a não conhecer a Cristo.20 Quando Cristo olhou a ele, Pedro lembrou-se da palavra que Jesus lhe tinha dito 21, saindo dali 22 e chorou amargamente, por ter pecado contra o Senhor da Glória.

E.    Um caso de pseudo arrependimento

"Então Judas, o que o traíra, vendo que fora condenado, trouxe arrependido, as trinta moedas de prata aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos." 23

Há casos iguais ao de Judas, onde o indivíduo experimenta a "mudança de pensamento", mas a "mudança" não vem de uma mudança de atitude e emoção adequada, e portanto não produz a "mudança de pensamento", revelando que esta mudança não é fruto da regeneração.

A palavra usada, à respeito de Judas, é METAMELOMAI. A palavra significa que Judas ficou entristecido que fora "capturado" ou "condenado", e não significa que ele "arrependera-se" e Deus "recusou-se em salvá-lo."24

III. O ARREPENDIMENTO AGE PARA COM OS NOSSOS PRÓXIMOS.

Se alguma pessoa teve uma "mudança de mente", a respeito de seu relacionamento com Deus, esta terá, sem dúvida alguma, uma "mudança de mente", a respeito dos seus próximos.

Se o pecador estiver realmente arrependido de seu pecado perante de Deus, então ele estará arrependido a respeito de seu relacionamento com seu "conterrâneo". O mesmo Deus que deu os primeiros cinco Mandamentos, os quais eram de regulamentar a conduta de alguém para com Ele, também deu os últimos cinco para regulamentar a conduta de alguém com seus semelhantes.

O relatório de Zaqueu testifica que o arrependido passará por uma mudança de mente para com o seu próximo. Zaqueu foi um homem que cobrou mais do que deveria, como cobrador de impostos. Todavia, quando ele se arrependeu de seus pecados perante Deus, ele disse: "Eis que dou aos pobres metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, o restituo quadruplicado."25

O apóstolo João diz claramente que quem arrependeu-se diante de Deus (e agora ama a Deus), também arrepender-se-á diante do povo de Deus (e agora ama o povo de Deus). 26

IV A MENSAGEM DE DEUS É UMA CHAMADA AO ARREPENDIMENTO.

Muitos líderes religiosos nos dizem que o arrependimento não é para esta época. Mas, como pode ser observado pela Palavra de Deus, o arrependimento foi pregado durante o ministério de João o Batista27; durante o ministério de Jesus 28; e durante o ministério de Paulo.29

E assim disse de Paulo: "Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam."

A recusa do homem de arrepender-se meramente testifica o fato de que a mente e a alma estão em antagonismo contra o Senhor da Glória; e, tal indivíduo está escorregando velozmente em direção ao inferno.

É necessário arrepender-se diante de Deus e confiar em Jesus Cristo como seu único Salvador30, ou será condenado pelos seus pecados.

CONCLUSÃO

A Palavra de Deus nos ensina que Deus ordena o arrependimento no século XXI como Ele fez no primeiro. Se a alma não se arrepender, será condenada, e esta, para a eternidade.

Para toda alma arrependida (METANOEO), haverá o perdão dos pecados. 31

VOCÊ JÁ ARREPENDEU-SE? ARREPENDER-SE-Á?

 

Autor: Max Nunley

Fonte: www.palavraprudente.com.br 

Postado por Jorge Luiz Araújo e Zuila Couto

Fonte: http://biblicosbatistas.blogspot.com.br





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"Estejam sempre alegres, orem sempre e sejam agradecidos a Deus em todas as ocasiões. Isso é o que Deus quer de vocês por estarem unidos com Cristo Jesus."
(1 Tessalonicenses 5.16-18).
Jornalistas Responsáveis: Adriano Pereira de Oliveira, MTE-67831SP.
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Os Dez Mandamentos da Qualidade

Os Dez Mandamentos da Qualidade
vida.net

Desconhecido

1. Ao acordar, não permita que algo que saiu errado ontem seja o primeiro tema do dia. No máximo, comente seus planos no sentido de tornar seu trabalho cada vez mais produtivo.
Pensar positivo é qualidade

2. Ao entrar no prédio de sua empresa, cumprimente cada um que lhe dirigir olhar, mesmo não sendo colega de sua área.
Ser educado é qualidade

3. Seja metódico ao abrir seu armário, ligar seu terminal, disponibilizar os recursos ao redor. Comece relembrando as notícias de ontem.
Ser organizado é qualidade.

4. Não se deixe envolver pela primeira informação de erro recebida de quem talvez não saiba de todos os detalhes. Junte mais dados que lhe permitam obter um parecer correto sobre o assunto.
Ser prevenido é qualidade.

5. Quando for abordado por alguém, tente adiar sua própria tarefa, pois quem veio lhe procurar deve estar precisando bastante de sua ajuda e confia em você. Ele ficará feliz pelo auxílio que você possa lhe dar.
Ser atenciodo é qualidade.

6. Não deixe de alimentar-se na hora do almoço. Pode ser até um pequeno lanche, mas respeite suas necessidades humanas. Aquela tarefa urgente pode aguardar mais 30 minutos. Se você adoecer, dezenas de tarefas terão que aguardar a sua volta, menos aquelas que acabarão por sobrecarregar seu colega.
Respeitar a saúde é qualidade.

7. Dentro do possível, tente se agendar (tarefas comerciais e sociais) para os próximos 10 dias. Não fique trocando datas a todo momento, principalmente a minutos do evento. Lembre-se de que você afetará o horário de vários colegas.
Cumprir o combinado é qualidade.

8. Ao comparecer a estes eventos, leve tudo o que for preciso para a ocasião, principalmente suas idéias. E divulgue-as sem receio. O máximo que poderá ocorrer é alguém poderoso ou o grupo não aceita-la. Talvez mais tarde, em dois ou três meses, você tenha nova chance de mostrar que estava com a razão. Saiba esperar.
Ter paciência é qualidade.

9. Não prometa o que está além do seu alcance só para impressionar quem lhe ouve. Se você ficar devendo um dia, vai arranhar o conceito que levou anos para construir.
Falar a verdade é qualidade.

10. Na saída do trabalho, esqueça-o. Pense como vai ser bom chegar em casa e rever a família ou os amigos que lhe dão segurança para desenvolver suas tarefas com equilíbrio.
Amar a família e os amigos é a maior qualidade


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quarta-feira, 29 de abril de 2015

FALTAR À IGREJA


FALTAR À IGREJA

 

Por Pr. Wagner Antonio de Araújo

 

Não deixemos de congregar-nos, como é costume  de alguns, antes admoestemo-nos uns aos outros; tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia. (Hb 10:25)

 

 

         Costumamos encontrar bons motivos para justificar a nossa ausência nos cultos. Muitos sequer vão a um deles, pois a maioria das igrejas celebram dois cultos aos domingos. "Ir duas vezes cansa!"

         “Não pude ir porque estava cansado”, “meu filho estava com febre”, “estive trabalhando”, “recebi visitas”, “fui visitar um parente”, “tinha que terminar um trabalho escolar”, “estava indisposto”, “estava chateado com a igreja”, “não gosto do pregador que iria ocupar o púlpito”, “cultuei a Deus em casa”, “sou mais crente do que quem está lá a esquentar os bancos”, “ninguém repara que eu existo”, “não sou valorizado”, etc.

         Algumas coisas justificam uma ausência. Mas a verdade é que a maioria delas são meras desculpas. E, cada vez que nos ausentamos dos cultos na igreja, sentimos maior facilidade em faltar uma próxima vez. Diz-se que a cada domingo faltado a igreja está um quarteirão mais distante. O primeiro é difícil de faltar. Os outros vão se tornando mais fáceis. Quando despertamos, já estamos fora da comunhão e somos estranhos na igreja local.

         Deus não quer e não deseja crentes em carreira solo, a viver na dependência de si próprios, a justificar que as igrejas ultimamente não são boas ou dignas. As igrejas nunca foram perfeitas. Enquanto houver seres humanos nelas, a imperfeição sempre existirá, exceto quando elas tornarem-se Igreja Triunfante, formada pelo número completo de crentes, transformados pela ressurreição e arrebatamento.

         Fomos chamados para suportar-nos uns aos outros em amor.

         Não somos conhecedores de tudo. Assim, nos edificamos uns aos outros naquilo que ouvimos e naquilo que ensinamos. Por isso é importante participar.

         Jesus disse que o amor seria o distintivo de seus seguidores. Não há como realmente amar alguém sem conviver, e a igreja oferece a oportunidade de convivência uns com os outros.

         Também temos os dons do Espírito Santo, e, juntos, nos completamos. Separados, somos incompletos e não temos a oportunidade de colocar os dons em ação e em prática. Precisamos servir ao Senhor e servir-nos mutuamente em amor.

         Jesus nunca propôs aos apóstolos que vivessem sós, mas que fizessem discípulos. Devemos ser exemplo aos mais novos e também aprender com os mais velhos. A igreja nos dá a oportunidade de aprender e ensinar.

         Também encontramos a família perdida. Deus nos faz viver em família, dando aos órfãos pais postiços, aos pais filhos por consideração, aos solitários um grupo constante e amoroso de amigos. A igreja é uma bênção!

         Deixar de estar ao culto uma vez ou outra, por motivo de força maior, é aceitável. Viver buscando esses motivos e fazendo deles justificativa para não participar da igreja, é pecado, e Deus não se agrada disso. Não deixemos de congregar-nos.

 

Wagner Antonio de Araújo

Igreja Batista Boas Novas de Osasco SP

bnovas@uol.com.br

www.uniaonet.com/bnovas.htm

terça-feira, 28 de abril de 2015

IMAGEM–ALIANÇA COM JESUS

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NÃO HÁ RAZÃO PARA O TEMOR

NÃO HÁ RAZÃO PARA O TEMOR

 

Ø  Lá estava eu em meu escritório pensando em um tema para reflexão, quando escuto minha esposa falando com o André, meu filhinho de 11 meses nessa ocasião, que se assustou com o barulho da furadeira que estava sendo usada pelo irmão Pedrinho e correu para o colo dela. Ela lhe falava que não precisava ter medo porque era só uma furadeira. Obviamente que ele ainda não entende bem, mas é assim que vai aprendendo que não precisa temer certas coisas, bem como as razões para o não temor.

Ø  Bem, com os irmãos hoje quero refletir que não há, se somos servos de Deus, razão para temermos enquanto peregrinamos por este mundo.

Ø  Por que?

Ø  Vejamos pelo menos seis razões:

 

1.    Porque o Senhor nos remiu e agora somos Dele.

a.    “Mas, agora, assim diz o SENHOR que te criou, ó Jacó, e que te formou, ó Israel: Não temas, porque eu te remi; chamei-te pelo teu nome; tu és meu.” (Isaías 43:1 RC)

b.    Não só Israel lá no passado, mas nós também fomos remidos por Deus em Cristo e somos Dele: “Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens,  ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, justa e piamente,  aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo,  o qual se deu a si mesmo por nós, para nos remir de toda iniquidade e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras.  Fala disto, e exorta, e repreende com toda a autoridade. Ninguém te despreze.” (Tito 2:11-15 RC)

c.    E o Senhor conhece os que são Seus: “Todavia, o fundamento de Deus fica firme, tendo este selo: O Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniquidade.” (2 Timóteo 2:19 RC)

2.    Porque o Senhor é o nosso escudo.

a.    “Depois destas coisas veio a palavra do SENHOR a Abrão em visão, dizendo: Não temas, Abrão, eu sou o teu escudo, o teu grandíssimo galardão.” (Gênesis 15:1 RC)

b.    “Sejam vossos costumes sem avareza, contentando-vos com o que tendes; porque ele disse: Não te deixarei, nem te desampararei.  E, assim, com confiança, ousemos dizer: O Senhor é o meu ajudador, e não temerei o que me possa fazer o homem. ” (Hebreus 13:5-6 RC)

3.    Porque o Senhor nos toma pela mão e nos ajuda.

a.    “Porque eu, o SENHOR, teu Deus, te tomo pela tua mão direita e te digo: não temas, que eu te ajudo.” (Isaías 41:13 RC)

b.    "Estou convosco todos os dias..." disse Jesus...

c.    Romanos 8.28-29 diz que Deus agem em todas as coisas para o bem daqueles que o amam e qu são chamados segundo o Seu propósito.

4.    Porque nada pode nos separar do amor de Deus em Cristo Jesus

a.    Veja Romanos 8.35-39

5.    Porque o Deus que cuida de nós sabe todas as coisas.

a.    E até mesmo os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Não temais, pois; mais valeis vós do que muitos passarinhos.” (Mateus 10:30-31 RC)

6.    Por que Deus tem um reino preparado para nós.

a.    “Não temas, ó pequeno rebanho, porque a vosso Pai agradou dar-vos o Reino.” (Lucas 12:32 RC)

 

Ø  Por essas e outras razões mais é que podemos afirmar que, se somos de Cristo não há razão para temor.

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

Muqui – Abril de 2015

Não deu tempo…


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Mensagem do Dia

Não deu tempo…

Desconhecido

Naquela manhã, sentiu vontade de dormir mais um pouco. Estava cansado porque na noite anterior fora deitar muito tarde. Também não havia dormido bem. Tinha tido um sono agitado. Mas logo abandonou a idéia de ficar um pouco mais na cama e se levantou, pensando na montanha de coisas que precisava fazer na empresa.
Lavou o rosto e fez a barba correndo, automaticamente. não prestou atenção no rosto cansado nem nas olheiras escuras, resultado das noites mal dormidas. Nem sequer percebeu um aglomerado de pelos teimosos que escaparam da lâmina de barbear. "A vida é uma seqüência de dias vazios que precisamos preencher", pensou enquanto jogava a roupa por cima do corpo.
Engoliu o café e saiu resmungando baixinho um "bom dia", sem convicção. Desprezou os lábios da esposa, que se ofereciam para um beijo de despedida. Não notou que os olhos dela ainda guardavam a doçura de mulher apaixonada, mesmo depois de tantos anos de casamento. Não entendia por que ela se queixava tanto da ausência dele e vivia reivindicando mais tempo para ficarem juntos. Ele estava conseguindo manter o elevado padrão de vida da família, não estava? Isso não bastava?
Claro que não teve tempo para esquentar o carro nem sorrir quando o cachorro, alegre, abanou o rabo. Deu a partida e acelerou. Ligou o rádio, que tocava uma canção antiga do Roberto Carlos, "detalhes tão pequenos de nós dois…" Pensou que não tinha mais tempo para curtir detalhes tão pequenos da vida. Anos atrás, gostava de assistir ao programa de Roberto Carlos nas tardes de domingo. Mas isso fazia parte de outra época, quando podia se divertir mais.
Pegou o telefone celular e ligou para sua filha. Sorriu quando soube que o netinho havia dado os primeiros passos. Ficou sério quando a filha lembrou-o de que há tempos ele não aparecia para ver o neto e o convidou para almoçar. Ele relutou bastante: sabia que iria gostar muito de estar com o neto, mas não podia, naquele dia, dar-se ao luxo de sair da empresa. Agradeceu o convite, mas respondeu que seria impossível. Quem sabe no próximo final de semana? Ela insistiu, disse que sentia muita saudade e que gostaria de poder estar com ele na hora do almoço. Mas ele foi irredutível: realmente, era impossível.
Chegou à empresa e mal cumprimentou as pessoas. A agenda estava totalmente lotada, e era muito importante começar logo a atender seus compromissos, pois tinha plena convicção de que pessoas de valor não desperdiçam seu tempo com conversa fiada.
No que seria sua hora do almoço, pediu para a secretária trazer um sanduíche e um refrigerante diet. O colesterol estava alto, precisava fazer um check-up, mas isso ficaria para o mês seguinte. Começou a comer enquanto lia alguns papéis que usaria na reunião da tarde. Nem observou que tipo de lanche estava mastigando. Enquanto engolia relacionava os telefones que deveria dar, sentiu um pouco de tontura, a vista embaçou. Lembrou-se do médico advertindo-o, alguns dias antes, quando tivera os mesmos sintomas, de que estava na hora de fazer um check-up. Mas ele logo concluiu que era um mal-estar passageiro, que seria resolvido com um café forte, sem açúcar.
Terminado o "almoço", escovou os dentes e voltou à sua mesa. "A vida continua", pensou. Mais papéis para ler, mais decisões a tomar, mais compromissos a cumprir. Nem tudo saía como ele queria. Começou a gritar com o gerente, exigindo que este cumprisse o prometido. Afinal, ele estava sendo pressionado pela diretoria. Tinha de mostrar resultados. Será que o gerente não conseguia entender isso?
Saiu para a reunião já meio atrasado. Não esperou o elevador. Desceu as escadas pulando de dois em dois degraus. Parecia que a garagem estava a quilômetros de distância, encravada no miolo da terra, e não no subsolo do prédio.
Entrou no carro, deu partida e, quando ia engatar a primeira marcha, sentiu de novo o mal-estar. Agora havia uma dor forte no peito. O ar começou a faltar… a dor foi aumentando… o carro desapareceu… os outros carros também… Os pilares, as paredes, a porta, a claridade da rua, as luzes do teto, tudo foi sumindo diante de seus olhos, ao mesmo tempo em que surgiam cenas de um filme que ele conhecia bem. Era como se o videocassete estivesse rodando em câmara lenta. Quadro a quadro, ele via esposa, o netinho, a filha e, uma após outra, todas as pessoas que mais gostava.
Por que mesmo não tinha ido almoçar com a filha e o neto? O que a esposa tinha dito à porta de casa quando ele estava saindo, hoje de manhã? Por que não foi pescar com os amigos no último feriado? A dor no peito persistia, mas agora outra dor começava a perturbá-lo: a do arrependimento. Ele não conseguia distinguir qual era a mais forte, a da coronária entupida ou a de sua alma rasgando.
Escutou o barulho de alguma coisa quebrando dentro de seu coração, e de seus olhos escorreram lágrimas silenciosas. Queria viver, queria ter mais uma chance, queria voltar para casa e beijar a esposa, abraçar a filha, brincar com o neto… queria… queria… mas não deu tempo…

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