sábado, 16 de abril de 2016

O Evangelho…

MARAVILHAS…

Muito bom (a reportagem abaixo)! Quem dera todos tivessem condição para tal empreendimento. Mas diante do fato de que todos, independentemente de diagnosticados ou não com alguma enfermidade, estamos "partindo", será bom também buscarmos conhecer as maravilhas do céu.

SEIS MARAVILHAS DO CÉU
Folheto da Agência Missionária Interlink

I. A Maravilha da Realidade
O céu é real!
João escreveu:“E vi um novo céu e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a pri-meira terra passaram, e o mar já não existe. E eu, João, vi a Santa Cidade, a nova Jeru-salém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido. E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles e será o seu Deus.” (Apocalipse 21:1-3 RC) / “Depois destas coisas, olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e lín-guas, que estavam diante do trono e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas nas suas mãos; e clamavam com grande voz, dizendo: Salvação ao nosso Deus, que está assentado no trono, e ao Cordeiro.” (Apocalipse 7:9-10 RC)
Paulo escreveu: “... muitos há, dos quais muitas vezes vos disse e agora também digo, chorando, que são inimigos da cruz de Cristo. O fim deles é a perdição, o deus deles é o ventre, e a glória deles é para confusão deles mesmos, que só pensam nas coisas terre-nas. Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas.” (Filipenses 3:18-21 RC)

II. A Maravilha das Coisas que não Existem no Céu
Veja Apocalipse 21.4: “E Deus limpará de seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, porque já as primeiras coisas são passadas.” (Apocalipse 21:4 RC)
No céu não existirá pecado e lá também não existirá noite. Não existirão favelas, nem clubes, nem hospitais, nem cadeias. As ruas serão feitas de ouro. As casas são mansões. Nada se envelhece lá.

III. A Maravilha da Alegria e da Pureza do Céu
Veja Apocalipse 21.23, 24 e 27: “E a cidade não necessita de sol nem de lua, para que nela resplandeçam, porque a glória de Deus a tem alumiado, e o Cordeiro é a sua lâmpa-da. E as nações andarão à sua luz, e os reis da terra trarão para ela a sua glória e hon-ra.” (Apocalipse 21:23-24 RC)

“E não entrará nela coisa alguma que contamine e cometa abominação e mentira, mas só os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro.” (Apocalipse 21:27 RC)

IV. A Maravilha de o Céu Ser o Lar Eterno para o Povo de Deus
Veja o que Jesus diz em João 14.1-3
A palavra LAR acelera o pulso, aquece o coração, mexe com a memória e faz o idoso sentir-se jovem outra vez.
O céu é nosso lar e, também, a nossa herança comprada pelo precioso sangue de Je-sus. É um lar incorruptível e imaculado que nunca passará.
Isso está reservado para nós no céu.

V. A Maravilha de que o Céu Está Interessado Neste Pobre Mundo Perdido
O céu está tão interessado neste mundo que Jesus, o Seu Rei, veio à terra para se tornar o Cordeiro de Deus, levando o pecado do homem em seu próprio corpo na cruz do Calvário.
No Calvário você vê o pecado do homem da pior forma e o amor de Deus revelado de maneira plena.
No Calvário o Filho de Deus morreu para que os filhos dos homens pudessem ter a vida eterna.
Parte da alegria do céu consiste na salvação de pessoas perdidas – Veja Lucas 15.
Os próprios anjos, quando veem aqueles que se perderam neste mundo voltando para casa, cantam de alegria.

VI. A Maravilha de que Você Pode Ir ao Céu
Há centenas de convites na Bíblia para que você “venha” ao céu.
o último está em Apocalipse 22.17: “... quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da Vida”
Como ir?
Jesus diz como em João 14.6.

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Fw: [ABB] ESGOTAMENTO PASTORAL

ESGOTAMENTO PASTORAL

Data publicação 24/09/2015

Nos últimos anos, muitos pastores evangélicos nos Estados Unidos praticaram suicídio e recentemente temos recebido notícias deste trágico acontecimento entre pastores em solo brasileiro. É natural que surjam muitas perguntas sobre o que leva alguém a esta atitude extrema, principalmente, quando acontece entre líderes religiosos. Ingressei em uma Igreja, ainda adolescente, na década de 80.

 

Acredito que como eu, muitos cresceram com uma visão romantizada sobre as pessoas que exercem a liderança pastoral, descritas como quem tem uma comunhão maior com Deus, fé inabalável e são capazes de suportar grande pressão. Visão totalmente desconectada da situação que observamos ao longo da história e do que a bíblia registra. São muitos os personagens bíblicos que passaram por situações de grande estresse e que nem sempre reagiram com a calma e serenidade que se espera de alguém usado por Deus.

 

Contrariando o texto bíblico que mostra com naturalidade a fragilidade dos seus personagens, é muito mais comum do que pensamos, líderes religiosos consultando com psiquiatra em horário diferenciado para que seus liderados não descubram que o pastor "tem problemas". Diante de um assunto tão complexo, acredito que podemos nos concentrar em um ponto, as expectativas. Pior do que saber que muitas pessoas criam expectativas irreais sobre o líder religioso, é quando este líder acredita que precisa atendê-las.

 

É uma verdadeira missão impossível e muitos se frustram por não conseguir ser do jeito que os outros gostariam que ele fosse e muito menos do jeito que gostaria de ser. E quando falham, esperam ser tratados como seres humanos passíveis de falhas, mas o nível de cobrança é elevado e até desproporcional gerando sérios problemas. Muitos se sentem injustiçados e frustrados, sofrendo com ansiedade, frustrações, estresse e possivelmente depressão. Ansiedade e o estresse não são obrigatoriamente ruins, mas experimentados de forma contínua e profunda fatalmente produzirão algumas doenças, entre elas a depressão. Os pastores não estão imunes a este tipo de transtorno que podem ter sua origem em causas psicológicas, fisiológicas, uso de medicamentos ou até hereditárias.

 

É um assunto complexo que não tem solução simples, mas podemos pensar em algumas atitudes que podem ajudar, principalmente quando adotadas preventivamente: a) Melhore a vida devocional- Pode parecer estranho falar com pastores sobre a importância da leitura da bíblia e oração, mas pesquisas apontam um alto índice de líderes religiosos que só leem a Bíblia para preparar suas mensagens; b) Invista em sua família- O seu lar precisa ser um abrigo em meio a tempestade e mais cedo ou mais tarde elas virão. Não permita que o exercício do ministério seja o provocador de conflitos em sua casa; c) Cuide da sua saúde- Exames anuais são necessários em qualquer idade. Após os 30 anos, a consulta ao cardiologista deve ser anual. Se tudo estiver bem, após os 40, é a hora de começar a visitar o urologista, e por ai vai; d) Respeite o dia de descanso- Sempre existirá a necessidade de alguma reunião, realização de eventos e outros. Lembre-se que quem não tem tempo para parar, corre o risco de o corpo parar. Se a urgência do momento exigir que use o seu dia de descanso para alguma atividade da Igreja, descanse em outro dia o mais rápido possível; e) Cuide da vida sua sexual- Ela envolve muito além de considerações sobe quantidade e qualidade. Envolve suas crenças sobre o sexo, possíveis conflitos e como lidar com as tentações; f) Faça atividade física regular- Caminhar 30 minutos, três vezes por semana, é muito pouco, mas é um bom começo. Não tem jeito: pagar alguém para caminhar no seu lugar não resolve. Já tive esta discussão com o médico e ele foi irredutível em afirmar que eu teria que ir pessoalmente! E para finalizarmos: g) Tenha alguém com quem desabafar- de preferência que não seja apenas a esposa. Na verdade, em alguns casos, o melhor mesmo é poupar a família de algumas particularidades do ministério pastoral.

 

Converse com outro pastor mais experiente em que você confia. Hoje, a internet facilita a comunicação. Se perceber que o quadro está ficando mais sério, procure ajuda profissional de um psicólogo ou até psiquiatra. Apenas não sofra sozinho. Divida a sua dor e lembre-se que a nossa missão é muito nobre e especial, mas que somos simples frágeis vasos de barro.

 

Enviado por:

Pr. José Rene Toledo - rene@batistas-mg.org.br

Diretor Executivo

OPBB – Seção Minas Gerais

31 3429  2030

 

Fw: [ABB] Resposta Sobre Mateus 24.36

Resposta ao irmão que, com o interesse de crescer na fé, de forma cordata e espiritual perguntou:

 

 

"Por que Jesus disse que Ele não sabia qual seria o dia do fim, só Deus (Mt. 24.36), se Ele também é Deus, mesmo encarnado?"

 

 

Prezado irmão

 

Sou grato a DEUS por seu interesse e sua atitude cordata, dando testemunho de seu bom interesse nas coisas concernentes ao Reino de DEUS.

 

"Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, mas unicamente meu Pai" (ECF)

 

"Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos, nem o Filho, senão o Pai" (Revista e Atualizada)

 

"Quanto ao dia e à hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão somente o Pai" (NVI)

 

"Jesus continuou, dizendo: Mas ninguém sabe nem o dia nem a hora em que tudo isso vai acontecer, nem os anjos do céu, nem o Filho, mas somente o Pai" (NTLH). 

 

"Acerca daquele e dia e daquela hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, mas unicamente o Pai". – Tradução Novo Mundo das Testemunhas de Jeová

 

Caro irmão, o versículo em questão (Mateus 24.36), foi adulterado pelos que produziram o Texto Crítico, a fim de que o texto seja propício à negação da Divindade de Cristo e diga/ensine algo que não está sendo dito nem ensinado. A frase "nem o Filho" não é parte do texto original de Mateus.

 

Comparemos Mateus 24.36 com as versões dos Textos Gregos em que elas são baseadas:

 

1. Versões Baseadas no Texto Recebido (Textus Receptus), Fiel ao Original.

 

But of that day and hour knoweth no man, no, not the angels of heaven, but my Father only.  – King James Bible 1611

 

Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, mas unicamente meu Pai. – Almeida Corrigida e Fiel ao Texto Original da Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil.

 

2. Versões Baseadas no Espúrio Texto Crítico de Westcott-Hort (que acrescentaram "nem o Filho", adulterando o texto original):

 

Mas a respeito daquele dia e hora, porém, ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, senão só o Pai. - Almeida Atualizada.

 

Quanto ao dia e à hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o filho, senão somente o Pai. – Nova Versão Internacional

 

Jesus continuou, dizendo: Mas ninguém sabe nem o dia nem a hora em que tudo isso vai acontecer, nem os anjos dos do céu, nem o Filho, mas somente o Pai. – Nova Tradução na Linguagem de Hoje

 

Acerca daquele e dia e daquela hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, mas unicamente o Pai. – Tradução Novo Mundo das Testemunhas de Jeová

 

 

Tais adulterações foram forjadas por gnósticos, seus asseclas e seguidores que produziram o Texto Crítico e suas versões modernas nele baseadas!

 

Origem do Gnosticismo

 

Para que entendamos tal alteração, vejamos um pouco a respeito da origem da doutrina que prevarica a divindade de Jesus Cristo (veja o alerta feito pelo apóstolo em II João 9 – o termo prevarica foi traduzido do grego parabaino e tem sentido de violar, negar, transgredir, faltar ao cumprimento do dever por interesse ou má-fé).

 

A doutrina que nega que Jesus Cristo era uma mesma pessoa, o Filho de DEUS, a segunda pessoa da Trindade, e ensinava dentre outras muitas heresias que um ser denominado "O Cristo" desceu ao homem Jesus, sendo apenas "O Cristo" um ser que providenciou "iluminação divina" ao Messias e que o homem Jesus não era DEUS em carne, mas apenas um "mestre iluminado", ficou sendo conhecida como GNOSTICISMO.

 

Esta doutrina de demônios tem sua origem no paganismo da filosofia de Platão, Sócrates e Aristóteles e demais pederastas [homossexualismo institucionalizado no padrão social] gregos, que encontrou guarida na absorção feita pelos judeus alexandrinos, derivando hoje nos que praticam Gnosticismo na forma da Cabala, e continua atuante nos dias de hoje na mente não convertida de incrédulos pertencentes às seitas que negam a Trindade Bíblica.

 

Gnósticos Superestimam o Diabo

 

Vários, dos muitos argumentos que os gnósticos defendem, irão superestimar a pessoa do Diabo, ao mesmo tempo em que subestimarão a Pessoa de Jesus Cristo.

 

Note um exemplo abaixo, argumentos que me foi enviado por um gnóstico furioso:

 

"Seria o Diabo tão burro que tentou três vezes a Deus? Seria o diabo tão tolo em acreditar que poderia tentar DEUS, se Jesus fosse DEUS em carne?"

 

(Resumi o texto e o parafraseei para permitir que atentemos para a questão e não para a total ausência de cordialidade de quem enviou o texto)

 

Ora, os gnósticos pagãos não atentam para o fato de que o Diabo é tolo o bastante para imaginar que pode ser igual a DEUS, destronando-O da Sua Glória, uma mentira que passou ao homem no Éden. O diabo também imagina que poderá vencer no fim, saindo a enganar as nações, burlando e impedindo o Eterno Propósito de DEUS.

 

Portanto, ao mesmo tempo em que subestimam a Jesus Cristo como DEUS, superestimam o Diabo! O pecado torna aqueles que são seus servos incapazes de pensar, de raciocinar. Isso é fato comprovado tanto nos demônios que não tem possibilidade de redenção quanto nos seres humanos ainda sem salvação em Cristo!

 

O Dr Jones, pregando sobre Isaías capítulo 1, afirmou:

 

"Como diz o profeta? 'Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende' [cf. Isaías 1:2-3]. Vamos colocar isto em forma de perguntas para nosso aprendizado? O problema principal no mundo é que homens e mulheres são ignorantes e se recusam a pensar: e a mensagem de DEUS plo profeta é um chamado a parar, pensar e raciocinar!" (O Caminho de DEUS, Não o Nosso. Dr. D. Martin Lloyd-Jones. PES.)

 

Desta forma, os gnósticos (assim como todos os pecadores sem Cristo) são na verdade contrários ao verdadeiro conhecimento, se recusando a raciocinar, a pensar e a investigar as Sagradas Escrituras de forma coerente e submissa ao Espírito Santo de DEUS.

 

Não sejamos, portanto, como eles, que se deixam embrutecer em seus entendimentos pelo próprio pecado!

 

O Gnosticismo Sobre Outros Nomes

 

A designação, ou nomenclatura, do Gnosticismo nos dias atuais assume vários títulos, nomes e formas, tais como: Nova Era, Pentecostalismo Unicista, Evangélicos Esotéricos, etc.

 

Há alguns casos que o gnosticismo disfarçadamente faz parte do corpo doutrinário de igrejas pseudocrístãs. Como exemplo, as seitas que afirmam que Jesus preexistia antes da encarnação como o Arcanjo Miguel, entre os mais destacados estão os Adventistas e Testemunhas de Jeová.

 

O gnosticismo está inserido também entre todos os que abertamente negam a Doutrina da Trindade.

 

O Gnosticismo No Primeiro Século

 

O que era o Gnosticismo atuante no primeiro século? Vejamos:

 

"O Gnosticismo era um movimento religioso (não uma religião única e identificável) e filosófico, amplo (popular em todo o mundo greco-romano, nos séculos I e II), multifacetado e difuso (permeando muitas outras religiões e filosofias)

O GNOSTICISMO E O NOVO TESTAMENTO: A 'heresia colossense' combinava especulações filosóficas, poderes astrais, reverência a intermediários angélicos, tabus alimentares, e práticas ascéticas com empréstimos do Judaísmo (Col 2:8-23; vide COLOSSENSES).

As epístolas pastorais denunciam a pregação composta de mitologia e genealogia (1Ti 1:4-8), assinaladas por rigoroso asceticismo (1Ti 4:3-7), 'fábulas judaicas' (Tit 1:14-16), espiritualização da ressurreição (2Ti 2:18), e perniciosos acompanhamentos morais (2Ti 3:5-7) - o conjunto inteiro era falsamente denominado gnosis (1Ti 6:20).

A Nova Era afirma que Cristo veio sobre Jesus por ocasião de seu batismo e partiu 3 anos depois com a sua morte na cruz.
1) A Bíblia relata que Jesus é: a) Emanuel  "Deus Conosco": Mat 1:23; Isa 7:14; b)
 Salvador: Luc 2:11; Gl. 2:20; c)  Deus e homem (totalmente): João 1:1; João 1:14.

2)  Em sua deidade absoluta, Jesus é chamado: a)   Deus forte: Isa 9:6; b) Criador e sustentador do Universo: Col 1:15; Col 1:16; Col 1:17; Heb. 1:3.

c) Alfa e Ômega, o primeiro e o último, o princípio e o fim - Apo 22:13 "Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o último, o princípio e o fim".

d) O único Caminho, a Verdade e a Vida: João 14:6 "Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, a verdade e a vida: ninguém vem ao Pai, senão por mim."

["Gnosticismo, Gnose e Nova Era", organizado por Valdenira Nunes, 2004].

 

Os Gnósticos e Adulteração do Texto Bíblico (Criticismo Textual)

 

Em seu livro GNOSTICISMO, O Fundamento Doutrinário das Novas Versões da Bíblia[1], publicado em inglês pela editora da Dean Burgon Society, a autora Mrs. Jane Moser nos explica, ao tratar das adulterações do Texto Crítico com o objetivo de distorcer a CRISTOLOGIA Bíblica:

 

O Gnosticismos afirma que[2]:

 

5) "O Cristo" veio sobre Jesus no seu batismo, a fim de iluminá-lo e aperfeiçoa-lo, e o deixou antes dele morrer

 

a) Verdade rejeitada

Heb. 13:8 - Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente. [Afirmando Sua Divindade]

Col. 2:3-4 - Em quem (Cristo) estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência. E digo isto, para que ninguém vos engane com palavras persuasivas. [Refutando as doutrinas gnósticas]

 

b) Doutrina gnóstica

"Quando foi o momento certo, Jesus foi ILUMINADO em seu batismo no rio Jordão... Ele é considerado o protótipo de todos os homens espirituais, que através da sua palavra reveladora TORNOU-SE CONSCIENTE DO SEU SER INTERIOR, O ESPÍRITO, e despertou-se para as realidades espirituais". (#2, p.571)

 

OPHITES E SETHIAS

"... Cristo, unido a Sophia, desceu sobre ele (Jesus) e, portanto, Jesus Cristo foi produzido. Eles afirmam que muitos dos seus discípulos não estavam cientes da descida de Cristo nele (em seu interior), mas que, QUANDO CRISTO DESCEU SOBRE JESUS, ele então começou a operar milagres e a curar, e anunciar o Pai desconhecido e, abertamente confessar a si mesmo como o filho do 'primeiro homem'... Eles dizem que o PRÓPRIO CRISTO, unido com Sophia, AUSENTOU-SE DELE para o estado de um Aeon incorruptível, ENQUANTO JESUS ERA CRUCIFICADO... Eles se esforçaram para estabelecer a descida e a subida de Cristo, pelo fato de que nem antes de seu batismo, nem depois de sua ressurreição dentre os mortos, os seus discípulos afirmam que ele fez qualquer um de seus milagres". (#33, p.357 - Irineu Contra as Heresias, I. 30.12-14)

 

WESTCOTT [Que era gnóstico e que ajudou a produzir o adulterado Texto Crítico e a desenvolver o Criticismo Textual] - a partir de seu comentário sobre o Evangelho de João:

 

João 1:33-34 – "Ao mesmo tempo, não podemos deixar de acreditar que (tanto quanto percebemos a perfeita humanidade de Cristo), que CRISTO NESTA CRISE SE TORNOU CONSCIENTE DO PODER DO ESPÍRITO DENTRO DELE". (#16, p.14-15)

 

João 1:42 - (Tu) "ISSO NÃO É NECESSARIAMENTE UMA DECLARAÇÃO PROFÉTICA POR CONHECIMENTO DIVINO". (#169 p.22)

 

João 2:24-25 - (porque ele bem sabia o que havia no homem) "Somente em raras ocasiões Ele não perguntou nada, COMO SE TODAS AS COISAS NÃO ESTIVESSEM ABSOLUTAMENTE CLARAS DIANTE DE SEUS OLHOS ... Mas São João exibe este atributo de CONHECIMENTO HUMANO COMPLETO mais totalmente... Em outros momentos, isso aparenta ser O RESULTADO DE UMA VISÃO que veio de uma simpatia espiritual perfeita, encontrada em algum grau entre os homens... O cuidadoso estudo dessas passagens parece mostrar além de qualquer dúvida que O CONHECIMENTO DE CRISTO, ...POSSUI SEUS ANÁLOGOS NOS PODERES HUMANOS. SEU CONHECIMENTO parece ser realmente o CONHECIMENTO DO FILHO DO HOMEM, E NÃO MERAMENTE O CONHECIMENTO DA PALAVRA DIVINA, embora em cada momento e em cada conexão este [conhecimento] era, em virtude da sua humanidade perfeita, RELATIVAMENTE COMPLETO". (#16, p.22)

 

João 1:48 - (...te vi eu, estando tu debaixo da figueira.)  "...o Senhor mostrou SEU DISCERNIMENTO DIVINO ao coração do homem" (#16, p.22)

 

João 4:1 - (E quando o Senhor entendeu[3]...) "nada implica que o conhecimento do Senhor era sobrenatural".(#16, p.23)

             

c) "Escrituras" gnósticas

 

(Aquele que) FOI CRIADO é (lindo, mas) tu (não) acharias que os filhos dele são criações nobres.  SE ELE NÃO FOSSE CRIADO, mas engendrado, tua acharias que os descendentes dele são nobres.  Agora, porém, ELE FOI CRIADO E GEROU... E ELE FOI GERADO NO ADULTÉRIO, POIS ERA O FILHO DA SERPENTE. (Evangelho de Filipe. #6, p. 146)

 

Ninguém pode ver algo das coisas que realmente existem A MENOS QUE SE TORNE COMO ELAS. Isto está de acordo com a verdade. Mas, TU VISTE ALGO DAQUELE LUGAR E TE CONVERTESTE NAQUELAS COISAS. Viste o Espírito e te tornaste Espírito. VISTE O CRISTO E TE TORNASTE CRISTO.  VISTE O PAI E TE TORNARÁS O PAI. Assim, (neste lugar) vês todas as coisas e não (vês) a ti próprio, mas (naquele lugar) realmente vês a ti mesmo, e te tornarás o que vires. (Evangelho de Filipe. #1, p. 147)

 

d) Alterações no Grego [para que se possa dar ênfase e se defenda as heresias do Gnosticismo]

 

Mateus 24:36 (O texto crítico ensina que Jesus Cristo, o Filho de Deus, não era eternamente onisciente)

 

-   omite "nem o Filho" [também ACF da SBTB em Português]

 

     ORIGENES> NIV – NEM O FILHO       [vergonhosamente acrescenta ao texto original]

 

 

Marcos 14:68

BYZ> KJV – e o galo cantou.

SB> WH NU> NASV NIV - omite

 

Marcos 14:72 (O texto crítico ainda está determinado a ser concordante com Westcott e Hort. Veja nota no texto NA)

 

BYZ> KJV NU - E o galo cantou SEGUNDA VEZ.

S> WH - omite "pela segunda vez"

 

João 7:53 a 8:11 (Esses versículos ensinam que Jesus era capaz de condenar estes homens, porque Ele sabia a respeito de seus pecados individuais de adultério - vs. 8:6-9)

BYZ> KJV - INCLUI

NASV NIV – [põe entre colchetes]

SBAC> WH - omite

NU - favorece a omissão (Um índice: veja nota)

 

I Timóteo 1:16

BYZ> KJV              - JESUS CRISTO mostrasse toda a sua LONGANIMIDADE

A> (WH) NU> NIV  - CRISTO JESUS demonstrasse toda A GRANDEZA da sua paciência

 

 

Desta maneira, podemos ter certeza de que Jesus Cristo afirmou que apenas como DEUS ele tinha conhecimento de sua segunda vinda.

 

E vale notar que, a Almeida Atualizada corresponde ao grupo das piores traduções em língua portuguesa, por ser baseada no espúrio Texto Crítico de Westcott e Hort, assim como a NVI.

 

Prezado irmão, não te deixes abalar, portanto, pelos gnósticos e suas heresias, que se transtornam e abespinham pela excelência das Sagradas Escrituras e das Doutrinas Bíblicas da Divindade e humanidade de Jesus Cristo e da Trindade.

 

Esses gestos e atitudes deles, apenas confirmam de que espírito eles são e a quem pertencem, ao nos acusarem com "saliva pingando entre os dentes" de que estamos "ensinando baboseiras" ao declararmos Jesus Cristo como O Verbo feito carne, O Filho de DEUS nascido homem, a Segunda Pessoa da Trindade encarnada.

 

Vez ou outra me escrevem de forma grosseira e agressiva, consequência e prova do espírito que neles habitam. Não estamos livres disto, pelo contrário, sofreremos estes ataques por defendermos corajosamente a Verdade da Palavra de DEUS. Por não terem argumentos bíblicos, estes falam mal e vociferam do que não entendem, cumprindo as Escrituras que nos dizem:

 

Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica. – Tiago 3:15

 

Só podemos orar por eles, para que DEUS lhe dê arrependimento para salvação de suas almas, em Cristo Jesus, homem, DEUS, Salvador e Senhor!

 

Mas a sabedoria que do alto vem é, primeiramente pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, e sem hipocrisia. – Tiago 3:17

 

DEUS te abençoe e nos guarde.

Amém.

 


[1] Estou atualmente trabalhando na tradução deste esclarecedor, precioso e mui excelente livro. Peço orações para que em breve eu possa finalizá-la e conseguir a autorização para que me seja permitido compartilhá-lo na íntegra.

 

[2] Textos e notas em vermelho são ênfases minhas, incluídas no texto.

 

[3] NT: na KJV 1611, a palavra ginosko [γινωσκω] foi traduzida "When therefore the Lord knew", onde o verbo entendeu (português) foi traduzido (para o inglês) como soube, ou seja, ele ficou sabendo.

__._,_.___

Enviado por: Pr Miguel Maciel <pr.miguel.maciel@gmail.com>

 

 

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Meu namorado quer sexo antes do casamento, o que devo fazer?

Por Presbítero André Sanchez
Você Pergunta: Estou vivendo um grande impasse em minha vida. Conheci meu namorado há dois anos, eu sou cristã fiel a Jesus, mas ele sempre tem vivido com um pé na igreja e outro no mundo. Isso me deixa muito triste, pois queria que servíssemos a Deus juntos. De uns tempos para cá ele tem falado muito sobre sexo comigo. Eu já disse a ele que estou me guardando para só depois do casamento como a Bíblia ensina, mas ele tem me pressionado muito, tem me dito que preciso provar que o amo, etc, etc. Como devo agir?
Cara leitora, antes de lhe dar as respostas para seus questionamentos, quero lhe dizer que tudo isso que está ocorrendo é uma grande bênção de Deus para sua vida, e vou te explicar porquê:
Meu namorado quer fazer sexo antes do casamento, o que devo fazer?

Meu namorado quer sexo antes do casamento

(1) Na realidade, seu namorado apenas tem revelado quem ele verdadeiramente é e o que verdadeiramente ele quer. Pelo seu relato penso que essas vezes em que ele foi à igreja com você tenha sido apenas para te agradar e não para agradar a Deus. O comportamento dele agora mostra claramente o que ele quer e o que ele não quer. Ele não quer compromisso sério com você, tenha certeza. O que ele quer é sexo antes do casamento. Ele quer experimentar você. Isso é muito comum, vejo isso todos os dias conversando com muitos jovens. Homens que não têm compromisso com Deus, de uma forma ou de outra, vão querer fazer sexo, seja com você, namorada, ou seja com outra qualquer que ele encontrar por aí.
(2) A grande oportunidade que mencionei que Deus está te dando é a de analisar toda essa situação. Está bastante claro que seu namorado não está com os mesmos pensamentos que você, que é o de ter um namoro santo e com objetivos abençoados para o futuro. Como ter um relacionamento em aliança dessa forma? Sendo assim, penso que você deva avaliar se realmente essa pessoa serve para ser seu futuro esposo. Qualquer relacionamento onde a pessoa tenta nos levar para longe de Deus deve ser altamente repensado. Essa é a oportunidade que Deus está te dando. Já expliquei aqui no site sobre jugo desigual (leia aqui) e sobre a questão de namorar pessoas que não professam a mesma fé que a nossa (leia aqui). É muito importante refletir sobre essas questões, afinal, é a sua felicidade futura que está em jogo.
(3) Eu sei que a paixão poderá te fazer minimizar toda essa situação. Talvez você escolha também conviver com as dúvidas e decepções, sofrendo e até cedendo ao erro para manter esse "amor" em seu coração. Mas saiba que essa não será a melhor decisão. Ela te trará sofrimento em breve. Mas te aconselho, caso decida permanecer com esse rapaz, testar os propósitos dele. Diga que não fara sexo antes do casamento de jeito nenhum. Diga que deseja orar com ele sobre o relacionamento. Diga que deseja planejar o futuro de vocês. Você poderá se surpreender com ele pedindo para terminar o relacionamento, revelando, assim, os verdadeiros propósitos dele.
(4) E por fim, penso que seja altamente recomendável que você ore muito por essa questão. O relacionamento amoroso de uma pessoa é algo muito importante para Deus. Sua felicidade futura é muito importante. Ore ao Senhor para que, se for da vontade Dele que você termine esse relacionamento, que Ele te dê forças para tomar essa decisão. Que ele te ajude a enxergar isso. Mas saiba que Deus tem te dado elementos muito claros para tomar a sua decisão. Não os minimize. Seja racional e faça a coisa certa. Deus não fará aquilo que você deve fazer.
O post Namoro Cristão [11] – Meu namorado quer sexo antes do casamento, o que devo fazer? apareceu primeiro em Esboçando Ideias.

A Bíblia determina a mensagem

 
 
Este álbum possui 1 foto e estará disponível no OneDrive até 10/07/2016.

Como Jesus pode ser Deus e Homem?

Como Jesus pode ser Deus e Homem?


       
Tão admirável como a Doutrina da Trindade é a Doutrina da Encarnação, ou seja, que Jesus é Deus e Homem ao mesmo tempo, eternamente, numa só Pessoa. Conforme disse o teólogo contemporâneo J. I. Packer: "Temos aqui dois mistérios pelo preço de um - a pluralidade de Pessoas na unidade de Deus e a união de Deus com a humanidade, na Pessoa de Jesus Cristo... Nada na ficção é tão fantástico como o que acontece na verdade da Encarnação."  (1).

        A igreja primitiva considerava a Encarnação como uma das verdades mais importantes da nossa fé. Por isso, ela formulou o que foi chamado "O Credo de Calcedônia", uma declaração que estabeleceu claramente aquilo que devemos receber e no que devemos crer sobre a Encarnação. Este Credo resultou de um grande concílio, o qual teve lugar nos dias 08/10 a  01/11 do ano 345 d.C., na cidade de Calcedônia, o qual foi adotado como modelo e distinção ortodoxa do ensino bíblico sobre a Pessoa de Cristo, a partir daquele tempo, para todos os ramos do Cristianismo. (2).

        Existem cinco verdades principais com as quais o Credo de Calcedônia resumiu o ensino bíblico sobre a Encarnação:

·       - Jesus tem duas naturezas - Ele é Deus e Homem.

·       - Cada natureza é absolutamente completa, sendo Ele verdadeiro Deus e verdadeiro Homem.

·       - Cada natureza permanece distinta.

·       - Cristo é uma só Pessoa.

·       - As coisas que são verdadeiras a uma só natureza são, contudo, verdadeiras na Pessoa de Cristo.

        Uma apropriada compreensão destas verdades anula muita confusão e muitas dificuldades que possamos ter em mente. Como Jesus pode ser Deus e Homem?  Por que isto não O transforma em duas pessoas? Como se relaciona a Sua Encarnação com a Trindade? Como Jesus pôde ser pendurado na cruz (Mateus 4:2) e morto (Marcos 15:33), quando estava na Terra, mesmo sendo Deus? Jesus abdicou de qualquer um de Seus atributos divinos na Encarnação? Por que é errado dizer que Jesus é "parte" de Deus? Jesus ainda é humano hoje e  continua tendo um corpo humano?"

Jesus tem duas naturezas - Deus e Homem


        A primeira verdade que  devemos entender é que Jesus é uma Pessoa com duas naturezas - a natureza divina e a natureza humana. Em outras palavras, Jesus é tanto Deus como Homem. Vejamos claramente cada natureza:

 

Jesus é Deus

A Bíblia ensina que Jesus não é apenas alguém que muito se assemelha a Deus, ou que anda intimamente com Deus. Em vez disso, Jesus é o próprio Deus Altíssimo. Após ver Cristo ressuscitado, Tomé exclamou: "Senhor meu, e Deus meu!" (João 20:28). Do mesmo modo, o Livro de Hebreus nos dá o exato testemunho de Deus Pai, quando diz: "Eles perecerão, mas tu permanecerás; e todos eles, como roupa, envelhecerão, e como um manto os enrolarás, e serão mudados. Mas tu és o mesmo, e os teus anos não acabarão.  E a qual dos anjos disse jamais: Assenta-te à minha destra, até que ponha a teus inimigos por escabelo de teus pés?" (Hebreus 1:11-13).


Em João 1:18, lemos João chamando Jesus de "O Filho unigênito, que está no seio do Pai".

        Outra maneira pela qual a Bíblia ensina que Jesus é Deus é mostrando que Ele possui todos os atributos divinos. Ele conhece todas as coisas (Mateus 18:20; 28:20; Atos 18:10); Ele está em toda parte (Mateus 8:26, 27; 28:18; João 11:38-44; Lucas 7:14-15; Apocalipse 1:8).  Ele não depende de coisa alguma, fora de Si mesmo, para ter vida (João 1:14; 14:6; 8:58). Ele governa todas as coisas (Mateus 28:18; Apocalipse 19:16; 1:5). Ele jamais teve princípio de existência nem terá fim (João 1:1; 8:58). Ele é o Criador de tudo (Colossenses 1:16). Em outras palavras, tudo que Deus é Jesus é, também, porque Ele é Deus!

Especificamente, Jesus é Deus o Filho

        Para conseguirmos uma compreensão melhor da Encarnação de Cristo é necessário que tenhamos uma certa compreensão da Trindade. A Doutrina da Trindade declara que Deus é um Ser que existe em três Pessoas distintas. Antes de tudo, isto significa que devemos distinguir cada uma das Pessoas da Trindade das outras duas. O Pai não é o Filho nem é o Espírito Santo. O Filho não é o Espírito Santo nem é o Pai. O Espírito Santo não é o Pai nem é o Filho. Cada uma delas é um centro distinto de consciência. Contudo, elas compartilham exatamente a mesma natureza/essência divina. Desse modo, as três Pessoas são um único Ser. O Ser/essência divino  não é algo dividido entre as Pessoas, como se cada Pessoa recebesse 1/3. Em vez disso, o Ser divino é total e igualmente possuído pelas três Pessoas, de modo que as três Pessoas são plena e igualmente Deus.

        Como o fato de Deus ser três Pessoas em um Ser se relaciona com a Encarnação? Para responder isto devemos considerar outra pergunta: qual das três Pessoas se encarnou como Jesus Cristo? Todas as três?  Ou apenas uma? Qual delas? A resposta bíblica é que somente o Filho Se encarnou. O Pai não Se encarnou em Jesus e nem o fez o Espírito Santo. Desse modo, Jesus é Deus, mas não é o Pai nem é o Espírito Santo. Jesus é Deus o Filho.

        A verdade que somente o Filho Se encarnou é ensinada, por exemplo, em João 1:14: "E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade".


        No contexto, o "Verbo" (Palavra) de Deus é Deus o Filho (Conforme João 1:1; 18 e 3:16). Desse modo, não foi o Pai nem o Espírito Santo que Se tornaram homem, mas Deus o Filho. Assim, no batismo de Jesus, vemos o Pai afirmando: "Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo" (Lucas 3:22). Ele não disse: "Você Sou Eu, está comigo e nisto eu me comprazo". Em vez disso, o Pai afirmou que Jesus é o Filho, no qual Ele, o Pai, Se compraz.  No mesmo verso, vemos ainda que o Espírito Santo é distinto do Pai e do Filho, pois Ele Se  manifestou em "forma corpórea como pomba".

        Por que é importante sabermos que Jesus é, especificamente, Deus o Filho? Por uma razão: se o entendermos, não cometeremos erro sobre a verdadeira identidade do nosso Salvador. Além do mais,  isto é algo que afeta grandemente o modo como nos relacionamos com o Deus Trino (Triúno).  Se pensarmos que Jesus é o Pai ou o Espírito Santo, ficaremosconfusos em nossas orações. Finalmente, é uma heresia acreditar que o Pai Se  encarnou em Jesus.

Jesus é Homem


        Deveria ser óbvio que Jesus é Deus e que Ele sempre foi Deus. Jamais houve um tempo em que Ele tenha Se  tornado Deus, pois Deus é eterno. Mas Jesus nem sempre foi Homem. O fantástico milagre é que este Deus eterno Se tornou Homem, na Encarnação. Isto aconteceu há 2.000 anos. Portanto, a Encarnação é Deus Se tornando Homem. E por causa deste grande evento é que (muitos) celebram o Natal.

        Mas, o que exatamente queremos dizer quando informamos que Deus o Filho Se tornou Homem? Certamente não queremos dizer que Ele Se transformou num homem, no sentido de ter deixado de ser Deus, para começar a ser homem. Jesus não renunciou à Sua Divindade, quando da Encarnação, conforme foi visto nos versos anteriores. Em vez disso, conforme disse um antigo teólogo, "Permanecendo o que Ele era, Jesus Se tornou no que não era". Cristo "não era agora Deus, com menos elementos de Sua Divindade, mas Deus, acima de tudo, ao fazer a escolha de assumir Ele mesmo a humanidade". (3). Desse modo, Jesus não renunciou a qualquer dos Seus atributos na Encarnação. Ele continuou possuindo todos eles, pois se precisasse desistir dos Seus atributos divinos, Ele teria deixado de ser Deus.

        A verdade sobre a humanidade de Jesus é tão importante como a verdade sobre a Sua Divindade.  O apóstolo João fala claramente sobre qualquer pessoa que nega que Jesus é Homem, chamando-a anticristo. (1 João 4:2-3; 2 João 1:7). A humanidade de Jesus é mostrada no fato de que Ele nasceu como um bebê, de mãe humana (Lucas 2:7; Gálatas 4:4); que Ele se cansava (João 4:6); tinha sede (João 19:28); teve fome (Mateus 4:2) e experimentou todas as emoções humanas, tais como Se maravilhar (Mateus 8:10), entristecer-Se e chorar (João 11:35). Ele viveu na Terra exatamente como todos nós vivemos.

Jesus é um Homem Imaculado

        É essencial sabermos que Jesus não teve uma natureza pecaminosa e que Ele jamais cometeu pecado algum, mesmo tendo sido tentado de todas as maneiras (Hebreus 4:15); Jesus é total e perfeitamente Homem e também passou por todas as experiências humanas. Temos um Salvador que verdadeiramente pode Se identificar conosco, porque Ele é Homem e pode nos ajudar nas tentações, visto como jamais cometeu pecado algum. Esta é uma espantosa verdade que separa o Cristianismo de todas as outras religiões.

Cada natureza é total e completa


        Tendo visto a base bíblica de que Jesus é tanto Deus como Homem, a segunda verdade que devemos reconhecer é que cada uma das duas naturezas de Cristo é total e completa. Em outras palavras, Jesus é totalmente Deus e totalmente Homem. Outro meio auxiliar para dizê-lo é que Jesus é 100% Deus e 100% Homem.

Jesus é totalmente Deus

        Já vimos que cada Pessoa da Trindade é absolutamente Deus. As três Pessoas da Trindade nãosão cada uma 1/3 de Deus, mas cada uma é Deus. Assim, Jesus é totalmente Deus, visto como Ele é Deus o Filho encarnado. Isto significa que tudo que é essencial para ser Deus é verdadeiro em Jesus. Ele não é parte de Deus nem 1/3 de Deus, mas totalmente Deus. "Nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade"  (Colossenses 2:9).

Jesus é totalmente Homem

        É importante dizer que, quando afirmamos que Jesus é verdadeiro Homem, não queremos dizer que Ele seja parcialmente Homem, mas que Ele é totalmente Homem. Tudo que pertence à essência da verdadeira humanidade é verdadeiro nEle. Ele é tão exatamente Homem como cada um de nós. O fato de que Jesus é verdadeira e totalmente Homem está claro pelo fato de que Ele tem um corpo humano (Lucas 24:39), uma mente humana (Lucas 2:52) e uma alma humana (Mateus 26:38). Jesus não Se assemelha a um homem, nem tem alguns aspectos do que seja essencial à humanidade, mas não outros. Ele possui completa humanidade.

        É importante que estejamos a par de certas visões referentes a Cristo. Pois, se tivermos uma ideia daquilo em que não devemos crer, isto nos dará um quadro daquilo em que devemos crer. Uma das falsas visões rejeitada no Concílio da Calcedônia foi que "a Pessoa de Cristo tinha um corpo humano, mas não uma mente e espírito humanos e que a mente e o aspecto divino de Cristo eram da natureza divina de Filho de Deus"  (4). Visto como esta visão não acreditava que Jesus tivesse uma mente e espírito humanos, de fato ela negava que Ele fosse total e verdadeiramente Homem. Em vez disso, ela apresentava Cristo como uma espécie de meio-homem, com um corpo humano, cuja mente e alma haviam sido substituídas pela natureza divina. Porém, conforme vimos antes, Jesus é tão verdadeiramente humano como todos nós, pois, exatamente como Ele possui todos os elementos da Divindade, Ele tem também todos os elementos essenciais à natureza humana: um corpo humano, uma alma humana, uma mente humana, uma vontade humana e emoções humanas. Sua mente humana não foi substituída pela mente divina. Em vez disso, Ele tem tanto a mente humana como a mente divina. Por causa disso, é errado usar frases como: "Jesus é Deus num corpo humano" , ou então: "Jesus é Deus na pele humana".
 

Jesus é totalmente Deus e totalmente Homem, para sempre.

        Para a maior parte das pessoas, é óbvio que Jesus é e continuará sendo Deus, eternamente. Mas, para alguns de nós, tem escapado que Jesus também será eternamente Homem. Ele continua sendo Homem, agora mesmo, enquanto escrevo estas linhas e o será para sempre.  A Bíblia é clara em mostrar que Jesus ressuscitou dos mortos no mesmo corpo em que morreu (Lucas 24:39) e que Ele ascendeu ao céu como Homem, em Seu corpo físico (Atos 1:9; Lucas 24:50-51). Não faria sentido algum que Ele o tivesse feito, se fosse céu (falta algo nesta frase). Que Cristo continua sendo um Homem, com um corpo físico, após sua ascensão, é confirmado pelo fato de que, ao regressar, Ele o fará como Homem , em Seu corpo físico.

        Filipenses 3:21 diz que "Ele transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso...". Este verso é claro sobre o fato de que Jesus continua com o Seu corpo físico. É um corpo de glória, que Paulo chama "o seu corpo glorioso". E quando Jesus regressar, Ele ainda o terá, porque Ele transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu. Tanto Jesus como todos os cristãos continuarão a viver juntos, eternamente, em seus corpos. Um corpo ressurreto não pode morrer (1 Coríntios 15:42), visto como é eterno (2 Coríntios 5:1).

        Por que Jesus Se tornou Homem e por que Ele o será eternamente? O Livro de Hebreus diz que foi para que Cristo pudesse ser um Salvador adequado a tudo de que necessitamos. Primeiro,observem que Jesus Se tornou Homem, a fim de morrer pelos nossos pecados. Ele precisava ser Homem, a fim de pagar a penalidade dos humanos. Segundo, Hebreus 2:17 diz que pelo fato de Jesus ser humano como nós, Ele pode ser o nosso Misericordioso Sumo Sacerdote. Sua humanidade O possibilita a ter uma empatia mais perfeita e a melhor Se identificar conosco. Não posso deixar de crer que seria muito destrutivo para o nosso conforto e fé não saber que Jesus continua sendo um Homem, no Seu corpo físico. Pois, se Ele não continuasse sendo um Homem no céu, como poderíamos nos confortar, sabendo que Ele não poderia Se identificar totalmente conosco? Ele pode Se identificar e ser o nosso Fiel Sumo Sacerdote e saber o que acontece conosco, não só por ter uma vez enfrentado a morte como Homem, mas porque Ele continua sendo Homem, eternamente.

Cada natureza permanece distinta

        A verdade sobre as duas naturezas distintas de Cristo de Sua perfeita humanidade e divindade é conhecida e bem compreendida pelos cristãos. Mas, para uma perfeita compreensão da Encarnação, precisamos ir mais longe. Devemos entender que as duas naturezas de Cristo permanecem distintas, retendo suas exatas propriedades. Mas, o que significa isto? Duas coisas: 1) - Elas não alteram as propriedades essenciais uma da outra; 2) - nem se fundem,  num misterioso tipo de natureza.

        Primeiro, seria errado que as duas naturezas de Cristo se misturassem para formar uma terceira natureza. Esta é uma das heresias contra a qual a igreja primitiva precisou lutar. Esta heresia ensinava que "a natureza humana de Cristo foi tomada e absorvida pela natureza divina, de modo que as duas naturezas formaram um terceiro tipo de natureza."  Uma analogia disto pode ser vista quando colocamos uma gota de tinta num copo d'água; a mistura resultante não é tinta pura nem água pura, mas uma mistura de ambas, formando uma terceira espécie de substância, na qual a tinta e a água são mudadas. Igualmente, esta visão ensinava que Jesus era uma mistura de elementos divinos e humanos, tendo sido modificado para ter uma nova natureza. Esta visão não é bíblica, pois anula tanto a divindade como a humanidade de Cristo. Pois se as duas naturezas de Cristo se misturassem, Ele já não seria verdadeira e totalmente Deus, nem verdadeira e totalmente homem, mas um tipo de Ser completamente diferente, resultante da mistura das duas naturezas.

        Segundo, mesmo se não reconhecermos que as duas naturezas se misturam para formar uma terceira natureza, seria errado pensar que as duas naturezas se transformaram em outra. Por exemplo, seria errado concluir que a natureza humana de Jesus se tornou divina, de algum modo, ou que Sua natureza divina se tornou humana. Em vez disso, cada natureza permanece distinta, retendo, assim, suas exatas propriedades individuais, sem mudança alguma. Conforme o Concílio de Calcedônia declarou: "... a distinção das naturezas sendo de modo algum anulada pela união, mas, em vez disso, sendo preservada a propriedade de cada natureza..." (6). A natureza humana de Jesus permanece humana, e a divina permancesomente divina.

        Por exemplo, a natureza humana de Jesus não se tornou totalmente onisciente através de Sua união com Deus o Filho; nem Sua natureza divina se tornou ignorante de coisa alguma. Se qualquer uma das naturezas tivesse sofrido uma mudança em sua essência natural, então Cristo já não seria verdadeira e totalmente Homem, nem verdadeira e totalmente Deus.

Cristo é somente uma Pessoa


        O que vimos até agora sobre a  divindade e humanidade de Cristo demonstra que Ele tem duas naturezas, a divina e a humana; que cada natureza é total e completa; que elas permanecem distintas e não se misturam, para formar uma terceira natureza e que Cristo é tanto Deus como homem para sempre.

        Mas, se Cristo tem duas naturezas, isto significa que Ele é duas pessoas? Não, Ele não é. Cristo continua sendo uma só Pessoa. Existe apenas um Cristo. A igreja tem declarado, historicamente, esta verdade, da maneira seguinte: Cristo tem duas naturezas unidas numa só Pessoa para sempre.

        Existe outra visão herética, sobre a qual devemos ficar cientes. Esta visão, conquanto reconhecendo que Jesus é totalmente Deus e totalmente Homem, nega que Ele seja uma só Pessoa. Conforme esta visão, existem duas pessoas separadas em Cristo, bem como duas naturezas. Ao contrário, a Bíblia é muito clara em que, conquanto Jesus tenha duas naturezas, Ele é apenas uma Pessoa. Em outras palavras, isto significa que não existem dois Jesus Cristos. Mesmo tendo uma dualidade de naturezas, Ele não é dois Jesus Cristos, mas apenas um Jesus Cristo. Conquanto permanecendo distintas, as duas naturezas são unidas, de tal maneira que Ele é uma só Pessoa.

        Colocando simplesmente, existe um certo sentido no qual Jesus Cristo é dois, e um sentido no qual Ele é um. Ele é dois, no sentido de possuir duas naturezas, uma divina e uma humana. Ele é um,em que, mesmo permanecendo distintas, as duas naturezas coexistem de tal modo a constituírem "uma só coisa". Em outras palavras, as duas naturezas são ambas o mesmo Jesus e, portanto, uma só Pessoa. Segundo afirma o Credo de Calcedônia, Cristo deve "ser reconhecido em duas naturezas... concorrendo em uma só Pessoa e uma substância única, embora partida ou dividida em duas pessoas, mas um mesmo Filho unigênito de Deus, o Verbo, o Senhor Jesus Cristo..."

Evidência de que Cristo é só uma Pessoa

        Veremos três passagens do ensino bíblico, dizendo que, embora Cristo tenha duas naturezas distintas e imutáveis, contudo Ele permanece uma Pessoa.

1 - Ambas as naturezas são representadas na Escritura como constituindo "uma só coisa", isto é, como unidas em uma só Pessoa. Em João 1:14, lemos: ""E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade".

        Vemos aqui as duas naturezas: o Verbo (Sua divindade) e a carne (Sua humanidade). Contudo, vemos também que existe uma só Pessoa, pois lemos que "O Verbo se fez carne", exigindo que reconheçamos a unidade das duas naturezas, de modo a serem uma só coisa - isto é, uma só Pessoa. Pois, em que sentido João poderia ter escrito "o verbo se fez carne", se este não constituísse uma só Pessoa? Certamente, isto não poderia significar outra coisa, pois  iria contrariar o ensino da Escritura sobre a distinção das duas naturezas. Escrituras adicionais referentes a esta linha de evidência são Romanos 8:3; Gálatas 4:4; 1Timóteo 3:16; Hebreus 2:11-14 e 1 João 4:2,3.

2. - Jesus nunca fala de Si mesmo como "nós", mas sempre como "EU".

3. - Muitas passagens se referem a ambas as naturezas de Cristo, mas claramente tratando de uma só Pessoa.

        É impossível ler as seguintes passagens, as quais afirmam claramente as duas naturezas de Cristo e, mesmo assim, concluir que Ele seja duas pessoas: Romanos 8:3; Gálatas 4:4 eFilipenses 2:6-7.

        Considerando que Cristo é duas naturezas numa só Pessoa e, tendo em vista ainda o que está nisso envolvido, examinemos agora as duas implicações disto, o que nos ajudará a completar o quadro de nossa compreensão.

Implicação - As coisas que são verdadeiras numa natureza, mas não em outra, mesmo assim são verdadeiras na Pessoa de Cristo.

        Conforme foi visto antes, o fato de Cristo ser duas naturezas, isto significa que existam coisas que são verdadeiras em Sua natureza humana, que não são verdadeiras à Sua natureza divina. Por exemplo,  Sua natureza humana foi pendurada na cruz e Sua natureza divina jamais teve fome. Então,  quando Cristo sentiu fome na Terra, foi Sua natureza humana quem sentiu fome e não Sua natureza divina.

        Agora estamos em posição de entender que, em vista das duas naturezas em uma só Pessoa, as coisas que são verdadeiras numa natureza não o são noutra, mas tudo que é feito por uma das duas naturezas em Cristo é, verdadeiramente, feito pela Sua Pessoa. Em outras palavras, uma coisa que somente uma das duas naturezas faz pode ser considerada como feita pelo próprio Cristo. Do mesmo modo, as coisas que são verdadeiras de uma natureza mas não de outra, são verdadeiras na Pessoa de Cristo como um todo. Isto significa que, se existe alguma coisa que somente uma das duas naturezas de Cristo faz, Ele pode perfeitamente dizer "Eu fiz".

        Temos muitos exemplos na Escritura que o demonstram. Por exemplo, em João 8:58, lemos Jesus dizendo: "Antes que Abraão existisse, eu sou".  Ora, a natureza humana de Cristo não existia antes de Abraão, mas Sua natureza divina, que existe eternamente, já existia antes de Abraão. Mas, visto como Cristo é uma só Pessoa, Ele pôde afirmar: "... Antes que Abraão existisse, eu sou".

        Outro exemplo simples é a morte de Cristo. Deus não pode morrer. Jamais devemos mencionar a morte de Cristo como tendo sido "a morte de Deus".  Mas, como os humanos morrem, a natureza humana de Cristo foi a que morreu. Desse modo, mesmo que a natureza divina de Cristo não tenha morrido, podemos dizer que "Cristo experimentou a morte por todos os homens", em vista da perfeita união das duas naturezas numa só Pessoa. Por isso Grunden diz: "Em virtude da união com a natureza humana de Jesus, Sua natureza divina, de certo modo,  provou algo semelhante a passar pela morte. Assim, a Pessoa de Cristo experimentou a morte"  (7).

        Você já deve ter estranhado o fato de Jesus dizer que não sabia a hora do Seu regresso à Terra (Mateus 24:36), mesmo sendo Onisciente (João 21:17). Se Jesus é Deus, por que Ele não sabia a hora do Seu retorno? Isto pode ser resolvido pela compreensão de que Cristo é uma Pessoa em duas naturezas. Em Sua natureza humana, Jesus não possuía todo o conhecimento. Assim, em Sua natureza humana, Ele não sabia o dia nem a hora do Seu retorno. Mas, em Sua natureza divina, Ele possui todo o conhecimento e, portanto, Ele o sabia.

        Vamos agora à parte mais fascinante. Visto como as duas naturezas de Cristo estão unidas numa só Pessoa, o fato d'Ele não saber quando iria regressar à Terra não significa que a Pessoa de Cristo não o soubesse. Por isso a Pessoa de Jesus pôde dizer em Mateus 24:36: "Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, mas unicamente meu Pai". Ao mesmo tempo, em virtude de Sua natureza divina, Ele pôde dizer que a Pessoa (natureza humana) de Jesus não sabia quando Ele iria regressar. O conhecimento e a ignorância do Seu regresso são, igualmente, verdadeiros na Pessoa de Cristo, mas sob aspectos diferentes. Em Sua natureza humana, Ele o ignorava, mas em Sua natureza divina, Ele o sabia.

Conclusão


        Vimos a evidência bíblica de que Jesus Cristo é Deus o Filho.  Que Ele possui tanto a natureza divina como a natureza humana e que cada uma das duas naturezas é perfeita e completa, permanecendo distinta, mas que Cristo é, mesmo assim, uma só Pessoa; e que as coisas verdadeiras a uma natureza também são verdadeiras à Pessoa de Cristo.

        A importância destas verdades deveria existir sem palavras, pois elas calam exatamente em nosso coração a respeito do que Cristo é. Conhecer estas verdades afetará grandemente a maneira como vemos Cristo  e tornam mais vívidas as narrativa de Sua vida terrena. E a compreensão destes fatos aprofunda a nossa devoção a Cristo.

        Ter uma compreensão melhor da Encarnação de Deus o Filho deveria fortalecer grandemente a nossa adoração. É motivo de grande admiração e alegria  saber que a eterna Pessoa de Deus Se tornou Homem, para sempre. Nosso reconhecimento da Pessoa de Cristo será elevado e nossa fé nEle será fortalecida, por termos uma compreensão mais profunda de Quem realmente Ele é.

        A união da divindade e humanidade de Cristo numa só Pessoa faz com que todos nós tenhamos a necessidade do mesmo Salvador. Como isto é glorioso!

        Porque Jesus é Deus, Ele é Onipotente e jamais poderá ser derrotado. Ele é Deus, sendo, portanto, o único Salvador adequado. Porque Ele é Deus, os crentes estão seguros  de que jamais perecerão. Estamos seguros porque Ele é Deus e todas as pessoas Lhe prestarão contas, quando Ele regressar para julgar o mundo.

        Porque Jesus é Homem, Ele experimentou as mesmas coisas que experimentamos. Porque Ele é Homem, pode vir em nosso socorro, como o nosso Fiel Sumo Sacerdote, quando chegamos ao limite de nossas fraquezas humanas. Porque Ele é Homem, podemos nos relacionar com Ele, pois Ele não está longe de nós e nem fica alheio às nossas necessidades. Porque Ele é Homem, não podemos nos queixar de que Deus não conheça os problemas pelos quais estamos passando. Ele os experimentou em primeira mão.

        Finalmente, devemos estar preparados para defender a verdade sobre a divindade de Jesus Cristo e a Sua humanidade,  e tornar compreensível aos outros a  união das naturezas divina e humana numa só Pessoa.

        Deste modo, consideremos a necessidade de memorizar os muitos versos que ensinam que Jesus é tanto Deus como Homem, a fim de podermos explicar aos outros a relação entre as duas naturezas de Cristo.

        Que possamos aguardar, até que Ele venha,  o dia em que O veremos face a face, regozijando-nos na bendita esperança desse dia e que isto possa nos inspirar a ter uma diligência maior em servi-Lo e adorá-Lo.


Bibliografia


1 J.I. Packer, Knowing God (Downers Grove, Illinois: InterVarsity Press, 1993 edition), p. 53.
2 Wayne Grudem, Systematic Theology: An Introduction to Biblical Doctrine (InterVarsity and Zondervan Publishing, 1994), p. 556.
3 Packer, p. 57.
4 Grudem, p. 554.
5 Grudem, p. 556.
6 Chalcedonean Creed, quoted in Grudem, p. 557.
7 Grudem, p. 560.


By John Piper. © Desiring God.

Artigo traduzido por Mary Schultze, em 01/06/2010

 

ANEXO: Conceitos errados sobre as naturezas de Cristo

 


a) Ebionismo - Advindo do cristianismo judaizante, dizia que Jesus era só homem, nada de Deus. Jesus seria apenas um Messias humano, nomeado por Deus para cumprir o seu desígnio e voltar no final dos tempos. Essa teoria quebra flagrantemente uma extremidade da Ponte Cristo, a divina, portanto é falsa.

b) Docetismo - Movimento que data dos tampos apostólicos e que resolveu cortar a outra extremidade da ponte, eliminando totalmente a humanidade de Cristo. Para o docetismo, Jesus só parecia ser humano (o vocábulo grego doceo significa "parecer"). Baseava-se nos ensinamentos grego-orientais de que a matéria é essencialmente má e que Deus não pode estar sujeito a sentimentos ou outras experiências humanas.

c) Gnosticismo - Tinha uma forte tendência docética. Para os gnósticos, Cristo não era Deus, mas um ser espiritual superior que desceu da "estratosfera celestial" e se uniu, durante algum tempo, a uma pessoa história, Jesus. Portanto, os dois elementos estavam frouxamente ligados em Cristo. Cortavam a ponte nas duas extremidades.

d) Arianismo - Ensino de Ário (256-336 d.C.), presbítero de Alexandria muito influenciado por Orígenes. consistia na ideia de que Jesus era criatura e não Deus. Cortava a ponte na extremidade da divindade. Dizia Ário que mesmo sendo superior aos anjos, "o Filho é criado". Para Ário, houve um tempo em que Ele (Cristo) não existia". O debate começou no Concílio de Nicéia (325), com o arianismo condenado, e resolvido definitivamente no Concílio de Constantinopla (381). Ainda hoje vemos esse ensino em seitas como os cristadelfianos e as Testemunhas de Jeová.

e) Apolinarismo - Para Apolinário (310-390 d.C.), de quem já falamos, na encarnação, o Deus Filho tomou o lugar da alma humana. Assim, Jesus era Deus possuindo um corpo humano. Seu corpo era humano, mas sua alma não. logo, não era plenamente humano. Cortou o lado humano da Ponte Cristo.

f) Nestorianismo - Nestório, que dá nome a esse pensamento, foi arcebispo de Constantinopla em 428 d.C. Contam os historiadores que Nestório, preocupado em defender a humanidade de Cristo, acabou dividindo demais as duas naturezas, colocando em dúvida a unidade pessoal em Cristo. muitos eruditos sérios de hoje afirmam que, provavelmente, Nestório não era nenhum herege, não tendo defendido muitas das opiniões que lhe são atribuídas. Ele teria sido mal interpretado e suas palavras distorcidas. Por isso,  foi removido do seu cargo de arcebispo em 431 d.C., mas trabalhou até a morte como profícuo missionário.

g) Eutiquianismo - É o outro extremo. Se o nestorianismo ensinava a separação exagerada entre as duas naturezas, Eutíquio ensinou uma união radical, ao ponto de afirmar que, na encarnação, a natureza humana se fundiu com a divina ao ponto de ser surgido uma terceira espécie de natureza. Assim Jesus seria uma terceira espécie de ser, nem plenamente homem, nem plenamente Deus. O eutiquianismo foi condenado em 448d.C., no Sínodo de Constantinopla, como heresia. depois de abandonar sua heresia, Eutíqui voltou a ser empossado em suas atividades já no ano seguinte, em 449 d.C.

 

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