sexta-feira, 8 de abril de 2016

CUIDADO COM O QUE VOCÊ FALA

CUIDADO COM O QUE VOCÊ FALA

 

“Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem.” (Efésios 4:29 RC)

 

1.    Um irmão muito preocupado com seu temperamento, procurou ajuda com o pastor. - "Pastor, o que devo fazer quando estou dirigindo e fico nervoso, com vontade de xingar os outros motoristas?" O pastor coçou a cabeça e respondeu: - "Antes de mais nada, você deve tirar do carro aquele adesivo "Jesus te Ama"

2.    "Não há espelho que melhor reflita a imagem do homem que suas palavras". (Luiz Vives)

3.    "Conhecemos um pássaro pelo seu canto, e um homem, pelas suas Palavras". (Paulo E. Holdcraft)

4.    "Você pode se lamentar muitas vezes por por ter pronunciado uma palavra indelicada, mas nunca por ter pronunciado uma palavra bondosa" - Bert Estabrook

5.    Uma das exortações que se encontra em abundância na Palavra de Deus é a exortação para que o crente não continue na prática dos antigos costumes.

6.    Das tentações o crente nunca estará, nesta vida, livre, mas ele pode oferecer resistência e vencer às tentações ao invés de ceder às mesmas. Tiago diz que se o crente resiste ao diabo, este foge dele (4:7), e que este crente que suporta com perseverança a provação é bem-aventurado e aprovado por Deus (1:12).

7.    Uma das tentações pela qual o crente é assediado é a tentação de pecar com a língua. Deus deu ao homem a capacidade de falar, e o homem desenvolveu a capacidade de falar o que não deve.

8.    Na Bíblia encontramos várias exortações a respeito do pecar com a língua. Dentre elas:

 

“Porque quem quer amar a vida e ver os dias bons, refreie a sua língua do mal, e os seus lábios não falem engano;” (1 Pedro 3:10 RC)

 

“Se alguém entre vós cuida ser religioso e não refreia a sua língua, antes, engana o seu coração, a religião desse é vã.” (Tiago 1:26 RC)

 

“Assim também a língua é um pequeno membro e gloria-se de grandes coisas. Vede quão grande bosque um pequeno fogo incendeia. A língua também é um fogo; como mundo de iniquidade, a língua está posta entre os nossos membros, e contamina todo o corpo, e inflama o curso da natureza, e é inflamada pelo inferno.” (Tiago 3:5-6 RC)

 

“Mas, agora, despojai-vos também de tudo: da ira, da cólera, da malícia, da maledicência, das palavras torpes da vossa boca.” (Colossenses 3:8 RC)

 

9.    E também o nosso texto inicial é um exortação. Ele nos diz três coisas:

 

I. Não devemos falar palavras torpes

 

“Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe...”

 

1.    Torpe = “desonesto; infame; repugnante; nojento; obsceno; indecente; vil”

2.    A palavra grega utilizada é saproz. Essa palavra no original significa: “podre, decadente”, e era usada para indicar peixe, carne ou vida vegetal estragados.

3.    Figuradamente então, indica palavreado mau, corrupto, imoral.

4.    Não se trata apenas de palavras obscenas;

a.    uma fofoca também é um “peixe podre”;

b.    uma mentira também é um “peixe podre”;

c.    uma palavra carregada de ira também é um “peixe podre”;

d.    um palavreado sempre ‘acusativo’ também é um “peixe podre”;

e.    usar a língua para, constantemente, reclamar, também é um “peixe podre”;

f.     palavras precipitadas podem ser um “peixe podre”;

g.    até mesmo algumas palavras certas mas no lugar completamente errado, onde e no momento em que elas não podem transmitir graça e edificação, podem ser um “peixe podre”.

5.    Temos que ser sábios no falar. Digo sábios não no sentido de termos um palavreado difícil, e sim no sentido de sabermos o que falar, e onde e quando falar; também no sentido de saber ouvir para depois falar. Provérbios 18:13 diz que “Quem responde antes de ouvir mostra que é tolo e passa vergonha.” (BLH), e alguém já disse que não foi à toa que Deus nos deu uma boca só, mas dois ouvidos.

 

II. Nossa fala deve ser útil na promoção da edificação

 

“...mas só a que for boa para promover a edificação...”

 

1.    Não só as palavras, mas a vida inteira de um crente deveria visar a edificação e o benefício alheios.

2.    As nossas palavras devem ter o objetivo de ajudar as pessoas e fazê-las crescer ou vencer um obstáculo, e não de desanimá-las.

3.    Essa palavra que edifica pode vir em algum momento em forma de exortação e em outro em forma de consolo e encorajamento. O tempo e o lugar é que vão nos indicar se uma determinada palavra será boa ou ruim, será edificante ou prejudicial.

4.    Um homem chamado Faucett disse que “nossas palavras deveriam ser quais pregos fincados em lugar seguro, palavras que se adaptam ao tempo presente da pessoa com quem falamos no presente”.

5.    Para sermos edificantes em nossas palavras é necessário que desenvolvamos o hábito de pensar. Temos que pensar em

a.    o que queremos dizer,

b.    por que queremos dizer,

c.    com que objetivo queremos dizer.

6.    Eu conheço irmãos que “não levam desaforo pra casa”; mas se eles levassem e pensassem em palavras que exortariam acerca daquele desaforo sofrido, com o objetivo não de “responder à altura”, mas de ajudar o desaforado a enxergar o erro que comete e a consertar-se, e dissessem essas palavras à pessoa no tempo e lugar certo, eles seriam edificantes em suas palavras. Quando isso não acontece, o desaforado e o que sofreu o desaforo mas não o “levou para casa” acabam cometendo o mesmo erro: o de não contribuir para a edificação um do outro.

 

III. Nossa fala deve ser repleta de palavras que ministrem graça

 

“...só a que for boa...  para que dê graça aos que a ouvem.”

 

1.    A própria edificação, comentada acima, é uma graça.

2.    Qualquer palavra que confira algum favor, algum bem espiritual é bem vinda.

3.    Um consolo, uma reprimenda, um encorajamento, uma correção, bem aplicados, com amor e no momento certo, é sempre bem vindo.

4.    Para cada encontro com o nosso próximo deveríamos ter uma palavra transmissora de graça para aplicarmos conforme a ocasião nos permita. Isso é bom e agradável aos olhos do Senhor.

 

Concluindo

 

1.    O nosso palavreado precisa ser rico. Não rico de palavras difíceis e de perfeita concordância verbal, e sim, rico por ser edificante, transmissor de graça e não repugnante e afastador como um peixe podre.

2.    A nossa língua é um fantástico órgão que Deus nos deu, mas pode ser altamente destrutivo se não o colocarmos sob o controle do Espírito de Deus.

3.    Vamos fazer isso diariamente, em nome de Jesus! Amém!

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

quinta-feira, 7 de abril de 2016

O CALVÁRIO

O CALVÁRIO

 

Ø  Inicialmente leiamos Lucas 23.24-48

 

Ø  Vejamos agora a seguinte história:

 

Conta-se a história de uma águia gigantesca, nas montanhas da Escócia. Certo dia baixou ela a um quintal onde se achava uma criancinha num berço. Tomou o pequenino infante e subiu, subiu, subiu, até que, afinal, depositou o pobrezinho à borda de um rochedo. A mãe estava como louca. Toda a vila ficou horrorizada. E dirigiram-se para o pé do rochedo, discutindo ali uma maneira de poder alcançar a criança. Um musculoso marinheiro declarou: "Hei de apanhá-la." E pôs-se a subir pelo rochedo. Mal começou, porém, teve de voltar. Então um rústico montanhês, acostumado a subir às montanhas, disse: "Eu a trarei”. E subiu, subiu, mas eis que não pôde avançar mais, e tornou para baixo. Aproximou-se uma camponesa que, vencendo toda resistência dos que a procuravam deter, empreendeu a grande ascensão, subiu, subiu, mais, mais, até que chegou afinal ao pé da criança, descendo então pouco a pouco, chegando a salvo. Oh! Por que seria que o marinheiro e o montanhês não haviam sido capazes de alcançar a criança, ao passo que uma simples camponesa pôde fazê-lo? Ah! É que aquela mulher era a mãe do pequenino!”

           

Ø  Agora veja Isaías 49.6-15. O Senhor nos ama mais que uma mãe ama a seu filhinho a quem amamenta. A prova disso a temos no fato de ele haver deixado sua glória, descido até nós, e ido ao Calvário.

 

Ø  O que foi o calvário? Vejamos, tomando como base Lucas 23.24-48:

 

1.    O Calvário foi o lugar da execução – Veja o versículo 32. O Senhor foi pendurado entre dois malfeitores, como se fosse o maior deles. Levou sobre si o pecado de todos os homens.

2.    O Calvário foi o lugar da maior desonra e vergonha – Veja os versículos 35-37

3.    O Calvário foi o lugar da compaixão – Veja o versículo 34. O Senhor suplicou por perdão a favor de seus inimigos.

4.    O Calvário foi o lugar do testemunho – Veja o versículo 38.

5.    O Calvário foi o lugar de milagres singulares – Veja os versículos 44 e 45.

6.    O Calvário foi o lugar da morte, mas também da vitória – Veja o versículo 46 e também Colossenses 2.14 e 15.

7.    O Calvário foi o lugar da salvação – Veja os versículos 40-43.

 

Ø  Concluo com a seguinte história:

           

O garoto estava preso entre as engrenagens da ponte levadiça e um transatlântico carregando centenas de passageiros estava se aproximando rapidamente. O pai do menino, o operador da ponte, não tinha se dado conta do desaparecimento de seu filho até este momento. Em pânico saiu à procura de seu filho, somente o achando inconsciente entre duas alavancas que levantam a ponte para dar passagem aos navios. Ele caiu enquanto brincava. O pai agora estava com medo diante das alternativas que tinha à sua frente. O transatlântico, que não parava de se aproximar, com centenas de vidas a bordo, com o choque iria matar a todos se a ponte não fosse elevada; E seu filho, caído na caixa de engrenagem, seria instantaneamente esmagado se o botão que aciona a ponte fosse ligado. Com toda sua força ele tentou baixar seu braço para retirar a criança rapidamente dali para um lugar seguro. O tempo estava se esgotando. Ele simplesmente não conseguia alcançar o garoto. Lágrimas desciam incessantemente do rosto do homem, juntamente com o pressentimento de que ninguém iria socorrê-los; e a mágoa o tomava por completo. Ele fez uma última tentativa. Mas de nada adiantou. A única coisa que o pai ouvia eram as vozes e as altas gargalhadas das pessoas que se divertiam no transatlântico que se aproximava cada vez mais. A aterrorizante decisão tem de ser tomada imediatamente. Irá seu amado filho viver? Ou irão aqueles farristas desconhecidos viver? Com apenas segundos para a decisão final ele sabe que seja ela qual for, terá de viver com isto o resto de sua vida. Lágrimas de lamento transbordam nos olhos deste pai que agora via todas aqueles pessoas desconhecidas passarem abaixo dele. Elas estavam rindo como se nada tivesse acontecido, completamente sem saber que o solitário homem acima delas tinha poupado suas vidas pelo sacrifício da vida de seu próprio filho. Elas nunca se deram conta do amor que lhes foi mostrado naquele dia.”

 

 

"... Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho...” (João 3:16).

 

 

Esboço de Georg Brinke, em “Mil Esboços Bíblicos”,

e ilustrações extraídas do site www.brgospel.com.br

 

prwalmir@hotmail.com

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Evangelização: Motivação, Público e Desafio.

Evangelização: Motivação, Público e Desafio.

           

01. Quando "olhamos" para o mundo, o que vemos? O que você vê?

02. Jesus quando olhava para o mundo ele via multidões de pessoas que eram quais ovelhas desgarradas, andando errantes por não terem pastor, pessoas perdidas que precisavam ser achadas. Leia sobre isso lá em Mateus 9.35-38 – Esse será o nosso texto base.

03. Jesus via, portanto, oportunidade, e, mais que oportunidade, necessidade de evangelização.

04. E ele, então, dentre outras coisas, evangelizava, movido pela compaixão que tinha no coração por aquelas pessoas.

05. Temos "olhado" para o mundo?

06. E se temos olhado, o que temos visto, e o que temos feito?

07. Hoje, já que estamos em campanha de Missões, vamos pensar sobre evangelização; mais precisamente, "Evangelização: motivação, público e desafio".

08. Primeiramente pensemos sobre motivação.

 

I. Motivação

 

01. A palavra motivação pode ser definida de forma simples como sendo a relação de motivos ou causas que nos levam a agir, ou nos mover em direção a algo.

02. O dicionário Michaelis traz uma definição bem interessante:

 

"Espécie de energia psicológica ou tensão que põe em movimento o organismo humano, determinando um dado comportamento".

 

03. Em 2ª Timóteo 1:3-6 encontramos Paulo escrevendo a Timóteo:

 

"3  Dou graças a Deus, a quem, desde os meus antepassados, sirvo com uma consciência pura, porque sem cessar faço memória de ti nas minhas orações, noite e dia; 4  desejando muito ver-te, lembrando-me das tuas lágrimas, para me encher de gozo; 5  trazendo à memória a fé não fingida que em ti há, a qual habitou primeiro em tua avó Lóide e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também [habita] em ti. 6 Por este motivo, te lembro que despertes o dom de Deus, que existe em ti pela imposição das minhas mãos." (2 Timóteo 1:3-6 RC)

 

04. Atentem para o versículo 6.

05. Podemos pensar em duas coisas aqui:

a.    Timóteo deveria manter desperto, aceso o dom de Deus que existia nele; deveria viver plenamente o ministério e o poder que lhe haviam sido conferidos, MOTIVADO pelo fato de que ele tinha uma fé verdadeira, não fingida, e que ele tinha uma boa e poderosa herança cristã.

b.    Paulo, pelo mesmo fato, se sentia MOTIVADO a aconselhar Timóteo a manter aceso o dom que recebera e a viver plenamente o ministério e o poder que lhe haviam sido conferidos.

06. No que concerne à evangelização, o que é que nos move em direção à mesma, o que é que nos motiva a continuar batalhando nela? (Ou talvez devêssemos perguntar: o que é que está faltando para nos sentirmos motivados a trabalhar com mais afinco na evangelização?)

07. Talvez pudéssemos alistar uma série de coisas que nos servem de motivação para a evangelização; mas existe um algo que, se presente em nossos corações, certamente se constituirá em um dos maiores agentes motivadores: a compaixão.

08. A compaixão era uma das coisas que motivava Jesus – Veja o versículo 36 de nosso texto base (e existem ainda vários outros textos nos evangelhos que mostram Jesus agindo em favor das pessoas motivado pela compaixão).

09. Ouvi certa vez de um colega pastor que a nossa denominação é uma denominação que faz missões. Concordo com ele, ainda que não deixando de pensar que ainda estamos bem aquém de onde poderíamos estar.

10. Mas fico a pensar: por qual motivo fazemos missões, dessa forma como ele pensou?

11. "Ora, pastor" – alguém poderá dizer – "fazemos missões porque amamos as almas perdidas".

12. Será que amamos mesmo?

13. Será que sentimos compaixão pelas almas que estão perdidas, sujeitas a, a qualquer momento, serem precipitadas no lugar de sofrimento, estado em que permanecerão para todo o sempre?

14. Acredito que sim. Mas acredito também que, apesar de "sim", ainda somos "defeituosos" nessa questão (eu sou defeituoso). Sabe porque? É porque não evangelizamos (e não estou falando só de nós aqui em Muqui, mas "nós" batistas em quase que todo lugar onde estamos) aqui da mesma maneira, com o mesmo vigor com que "pagamos" para que alguém evangelize onde não podemos ir (e olha que o vigor nem é tão grande assim!).

15. Na verdade, se somos motivados pela compaixão, o nosso esforço aqui deveria ser muitas vezes maior.

16. Sei que as dificuldades são muitas; sei que a rejeição ao evangelho que encontramos aqui é desanimadora; mas também penso que ainda nos falta compaixão, apesar de a termos em certo grau. Ainda ME falta compaixão, apesar de a ter em certo grau.

17. Ao nosso redor existe uma grande multidão. Essa grande multidão é um grande desafio. Mas o maior desafio não é a grande multidão, o maior desafio é a ausência de gente o suficiente que se compadeça dessa grande multidão perdida, que caminha em direção ao inferno onde permanecerão em eterno estado de sofrimento. Talvez existam até pessoas de nossas famílias em meio a essa multidão.

18. Temos que orar, amados, para que Deus faça nascer em nosso coração essa tão necessária compaixão. Temos que orar para Deus no dê uma visão celestial, para que Ele nos conceda ver as pessoas com os mesmos olhos com que Ele as vê, para que Ele nos conceda ver a real e terrível situação daqueles que permanecem sem Jesus.

19. Temos que orar, mas temos que agir também. Temos que começar a exercitar a compaixão através de atitudes concretas.

20. Passemos ao segundo ponto no qual devemos pensar: público.

 

II. Público

 

01. Em cada campanha de Missões que realizamos, em termos de pessoas a serem alcançadas, temos um público-alvo diferente.

02. Quando a campanha é de Missões Mundiais, as pessoas a serem alcançadas são as pessoas de todos os outros países, menos o Brasil. É claro que os Batistas Brasileiros não têm trabalho missionário em todos os países, mas este é o público-alvo.

03. Quando a campanha é de Missões Nacionais, o público alvo são as pessoas de nosso País.

04. Em Missões Estaduais, o público-alvo são as pessoas de nosso estado.

05. E em Missões Locais, o público alvo são as pessoas de nossa cidade.

06. E, além disso, existem vários projetos para se alcançar grupos específicos, e nesse caso, esse grupo específico é o público-alvo: ciganos, caminhoneiros, marinheiros, árabes, etc.

07. Isso não é errado. Mas é errado não enxergarmos esses grupos da mesma maneira como Jesus os enxerga, isto é, como pessoas desamparadas, que andam desgarradas e errantes como ovelhas que não têm pastor. Toda pessoa que não tem Jesus, por mais protegida que esteja, por mais bem sucedida, virtuosa, inteligente, bondosa... que seja, é uma pessoa desamparada e desgarrada e que está a vagar errante como ovelha que não tem pastor, e que, caso não seja amparada e trazida ao aprisco do Bom Pastor, será, inevitavelmente, tragada pelo "lobo feroz".

08. Quem é o nosso público-alvo então? São os moradores do nosso bairro? Que seja! Mas não podemos deixar de pensar neles e de vê-los como Jesus pensa e vê. Se assim o fizermos, o ter compaixão será algo difícil mesmo, e a nossa motivação será pequena, bem como a nossa ação evangelizadora.

09. Vejamos agora uma última questão: desafio.

 

III. Desafio

 

01. A grande multidão é um desafio, já dissemos.

02. Maior desafio que a grande multidão é a ausência de pessoas que se compadeçam da mesma, já dissemos também.

03. Mas existem ainda outros desafios, e um deles é a escassez de trabalhadores para a seara e na seara.

04. Sobre a escassez de trabalhadores para a seara, foi o próprio Jesus quem fez essa observação, que é tão atual hoje quanto o era naquela época – Veja os versículos 37 e 38.

05. Mas há também a escassez de trabalhadores na seara.

06. O que eu quero dizer com isso?

07. O que quero dizer é que, dos poucos trabalhadores que existem (em termos específicos – missionários), uma grande parte ainda não pôde ser enviada ao seu campo de trabalho específico.

08. Qual a razão?

09. Falta de recursos financeiros é uma das razões.

10. E há falta de recursos financeiros porque não temos contribuído à altura.

11. A matemática pode provar isso que falamos. Vejamos:

a.    Qual foi o alvo da nossa última campanha de Missões Mundiais? Mais de dez milhões. É muito? Parece, mas o fato é que se cada batista do Brasil separasse em média para essa campanha cinco centavos por dia, atingiríamos uma quantia maior que vinte e três milhões (não estou dando idéia pra ninguém – não vá contribuir com esse valor se você pode contribuir com mais – uns mais e outros menos, em termos apenas quantitativos... e assim há equilíbrio).

b.    O mesmo se dá com Missões Nacionais – a mesma quantia.

c.    Qual foi o alvo da campanha de Missões Estaduais? Quinhentos mil reais. Segundo estatística da CBEES somos mais de 80.000 batistas no estado. Agora faça as contas:

                                  i.    Com 2 centavos de cada um por dia: 80.000 x 0,02 x 365 = 584.000

                                ii.    Com 3 centavos: 80.000 x 0,03 x 365 = 876.000

                               iii.    Mas como quase não dispomos mais de moedas menores que 5 centavos, vamos fazer as contas com essa quantia: 80.000 x 0,05 x 365 = 1.460.000,00

d.    E com mais dez centavos por dia, no fim do anos, nossa igreja poderia levantar uma oferta especial de fim de ano de mais que sete mil reais.

12. Somando tudo, dá vinte e cinco centavos por dia.

13. Eu sei que vinte e cinco centavos por dia, para muita gente é muito, especialmente numa família onde, por exemplo, existam 4 membros da igreja e um só "provedor". Por isso é que no início eu coloquei esse valor exemplo como sendo uma média – uns podem mais, outros podem menos... (e ainda não incluí os que mesmo não sendo membros da igreja dão a sua contribuição)

14. Mas, alguém pode perguntar: Jesus não multiplica os recursos? Sim, ele os multiplica, ou talvez multiplique o seu poder de alcance, mas ele os multiplica quando eles são realmente poucos, e não quando a entrega dos mesmos é omitida pelo seu povo.

 

Conclusão

 

01. Vá pra casa hoje, meu amado, e durante a tarde tire um tempo para pensar e orar.

02. Ore pedindo a Deus que encha o seu coração de compaixão pelas almas perdidas, a começar por aquelas que estão ao seu redor.

03. Ore pedindo a Deus que lhe conceda uma visão real acerca daqueles que vivem sem Jesus.

04. Ore pedindo a Deus que lhe dê condições de participar financeiramente da obra missionária, para que os poucos ceifeiros que existem estejam na seara, onde é o seu lugar.

05. Peça a Deus que coloque em seu coração a preocupação santa no que respeita à evangelização da grande multidão de pessoas que ainda permanecem como ovelhas desgarradas que não têm pastor.

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

prwalmir@hotmail.com